A aquisição de leite cru no Brasil totalizou 6,78 bilhões de litros no primeiro trimestre deste ano, montante 2,6% superior na comparação com os primeiros três meses de 2025 e um recorde histórico para o período, mostram dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgados nesta terça-feira (16).
Na comparação com os últimos três meses do ano passado, por outro lado, a aquisição caiu 8,0%.Vale ressaltar que os dados do IBGE consideram apenas as operações realizadas pelos estabelecimentos que atuam sob algum tipo de inspeção sanitária (Federal, Estadual ou Municipal).
Janeiro foi o mês de maior captação, com 2,4 bilhões de litros, enquanto fevereiro 2,1 bilhões, e março 2,2 bilhões, variações positivas de 3,9%, 2,2% e 1,6%, respectivamente, em relação aos mesmos meses do ano anterior.
A Região Sul apresentou a maior proporção na captação de leite cru, 41,2% do total, seguida pelas regiões Sudeste (36,4%), Centro-Oeste (9,7%), Nordeste (9,3%) e Norte (3,5%).
Comparando o 1º trimestre de 2026 com o mesmo período de 2025, 12 dos 26 estados brasileiros apresentaram alta na aquisição de leite cru. As variações positivas mais significativas ocorreram em: Paraná (+88,74 milhões de litros), Rio Grande do Sul (+60,24 milhões de litros), Santa Catarina (+44,56 milhões de litros) e Minas Gerais (+26,63 milhões de litros), enquanto as principais quedas ocorreram em: Goiás (-36,25 milhões de litros), Rondônia (-16,05 milhões de litros) e Mato Grosso (-15,09 milhões de litros).
Aquisição de couro se mantém estável na comparação anual
Os curtumes investigados pela pesquisa do IBGE – aqueles que efetuam curtimento de pelo menos 5 mil unidades inteiras de couro cru bovino por ano – declararam ter recebido 10,75 milhões de peças no primeiro trimestre de 2026. Esse volume representa estabilidade em relação ao mesmo trimestre do ano anterior, mas uma queda de 3,3% em comparação com o trimestre imediatamente anterior.
Quanto à origem do couro, a maior parte teve procedência de frigoríficos, seguida pela prestação de serviços, que
responderam juntas por 90,7% do total captado no período.
Comparando o 1º trimestre de 2026 com o mesmo período de 2025, a aquisição de couro cresceu em 9 das 17 unidades federativas investigadas pelo IBGE. As variações positivas mais expressivas ocorreram em Mato Grosso (+243,10 mil peças), Mato Grosso do Sul (+43,37 mil peças) e São Paulo (+19,18 mil peças), enquanto as principais quedas ocorreram em Goiás (-429,10 mil peças), no Paraná (-46,95 mil peças) e no Rio Grande do Sul (-3,65 mil peças).
O Centro-Oeste foi a Grande Região com o maior número de estabelecimentos (28,9%) e de peças recebidas (47,8%) no 1º trimestre de 2026. O Norte, embora com apenas 13,3% dos estabelecimentos, participou com 21,2% das peças adquiridas no trimestre.
Na sequência aparecem as regiões Sul, com 25,3% dos estabelecimentos e 14,7% das peças; Sudeste, com 24,1% dos estabelecimentos e 11,7% das peças; e o Nordeste com 8,4% dos estabelecimentos e 4,5% das peças.