São Paulo tem potencial para gerar 8.781 gigawatts-hora por ano (GWh/ano) em eletricidade usando biogás, o que equivale a 5,8% do consumo de energia do Estado. Também pode produzir 321.700 metros cúbicos por hora (m3/h) de biometano, volume equivalente a 46% do consumo de gás natural do Estado.

Os dados foram apresentados pela professora Suani Teixeira Coelho, do Instituto de Energia e Ambiente da Universidade de São Paulo (IEE-USP), como resultados preliminares do projeto que está mapeando a produção de biogás e biometano no Estado, realizado no âmbito do Fapesp-SHELL Research Centre for Gas Innovation (RCGI).
Até o momento, os dados mostram que as usinas de açúcar e etanol e os aterros sanitários do Estado podem ser as principais fontes de produção de biogás e biometano. As usinas apresentam o maior potencial proveniente do tratamento da vinhaça, rejeito da produção de etanol, que hoje é aplicado no cultivo de cana como fertilizante.
A vinhaça é produzida em grandes quantidades: são obtidos de 8 a 12 litros de vinhaça por um litro de etanol destilado. Considerando-se a safra 2015/16, os pesquisadores estimaram ser possível produzir 302.848 m3/h de biogás e 151,424 m3/h de biometano, com potencial de geração de energia de 4.133 GWh/ano. Já os aterros sanitários, poderiam produzir 276.191 m3/h de biogás e 138.096 m3/h de biometano, o que equivaleria a um potencial de geração de energia de 3.769 GWh/ano.