O Brasil deve ampliar a produção e as exportações de carne de frango em 2026, mantendo a posição de maior exportador global da proteína, segundo o relatório Poultry and Products Semi-annual, do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), publicado nesta terça-feira (10).

De acordo com o órgão norte-americano, a produção brasileira de frango está projetada para alcançar 15,7 milhões de toneladas neste ano, um crescimento de cerca de 2% em relação a 2025. O país atingiria um novo recorde histórico de produção. O avanço no segmento da proteína é impulsionado principalmente pela demanda externa consistente, pela competitividade do produto brasileiro no mercado internacional e pela taxa de câmbio favorável às exportações.

No comércio exterior, o USDA aponta que as exportações brasileiras de carne de frango devem chegar a aproximadamente 5,2 milhões de toneladas em 2026, alta estimada de 4% em comparação ao ano anterior. Segundo o relatório, os principais mercados compradores da proteína são os Emirados Árabes Unidos (480 mil t), Japão (402 mil t), Arábia Saudita (397 mil t), África do Sul (320 mil t) e as Filipinas (280 mil t).

A competitividade do setor é sustentada principalmente pelo status sanitário do país, livre de influenza aviária em granjas comerciais, a escala de produção da indústria avícola e a diversificação de mercados importadores.

Porém, mesmo com a expansão dos embarques, o mercado doméstico continua absorvendo a maior parte da produção (10,6 mi de t). A carne de frango continua sendo uma das proteínas mais consumidas pelos brasileiros, principalmente por apresentar preço mais competitivo em comparação à carne bovina e suína.

Para o USDA, a combinação entre demanda global aquecida, competitividade produtiva e expansão gradual da oferta deve manter o setor avícola brasileiro em trajetória de crescimento nos próximos anos. Outro ponto destacado no relatório é a importância crescente dos mercados halal, atualmente o país é o maior produtor global de frango para os públicos mulçumanos.