A produção de milho do México deverá recuar 2% na temporada 2026/27, segundo projeções divulgadas pelo adido agrícola do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). O país deverá colher 24,3 milhões de toneladas do cereal, refletindo principalmente os custos mais elevados dos insumos e os preços domésticos relativamente baixos.

De acordo com o relatório, a área colhida deverá cair 4% em relação ao ciclo anterior, para 6,4 milhões de hectares.

Enquanto a oferta doméstica perde força, a demanda segue em expansão. O USDA projeta que as importações mexicanas de milho atinjam 27 milhões de toneladas em 2026/27, volume 2% superior ao registrado na temporada anterior.

Os EUA devem continuar como principal fornecedor do cereal ao mercado mexicano, favorecidos pela competitividade dos preços, proximidade geográfica, logística eficiente e qualidade do produto.

Em contrapartida, as exportações mexicanas de milho deverão cair 33%, para apenas 20 mil toneladas. Segundo o USDA, a combinação entre menor produção interna e valorização do peso mexicano reduz a competitividade do cereal produzido no país nos mercados internacionais.

O consumo total de milho no México está estimado em 52,5 milhões de toneladas em 2026/27, alta de 2% em relação ao ciclo anterior.

O crescimento deverá ser impulsionado principalmente pela demanda da indústria de rações, especialmente dos setores de produção de ovos, aves e suínos, que continuam expandindo o consumo do cereal.

No segmento alimentício, o USDA prevê aumento de 1% no consumo de milho branco destinado à fabricação de tortilhas e massas.