O Valor Bruto da Produção (VBP) de café em Goiás deve atingir R$ 827,9 milhões em 2026, um novo recorde para a atividade. O resultado é impulsionado pelo aumento da produtividade e pela valorização das cotações do grão no mercado interno e externo.

A produção de café arábica, principal variedade cultivada no estado, está estimada em 253,2 mil sacas beneficiadas, ou seja, prontas para torrefação, com uma produtividade média de 42 sacas por hectare. O desempenho representa o terceiro melhor da série histórica, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A área em formação também deve crescer 49,7% em relação a 2024, percentual significativamente superior à média nacional, estimada em 8,7%. A produção está concentrada em 14 municípios de Goías, com Cristalina liderando o volume colhido e respondendo por mais de um terço da produção estadual; na sequência aparecem Campo Alegre de Goiás e Cabeceiras.

Quanto à produtividade, a cidade de Paraúna atualmente ocupa a 4ª posição nacional, enquanto Niquelândia apresentou o maior crescimento recente de produção. Para o secretário de Agricultura de Goiás, Pedro Leonardo Rezende, os bons números indicam que “a atividade possui espaço e condições apropriadas para expansão nas terras goianas, garantindo maior renda ao produtor e fortalecendo a economia estadual”.

No mercado externo, Goiás exportou café para 41 países em 2025, com predominância do café verde, responsável por 99,6% do volume embarcado. Os principais destinos são Alemanha, Itália, Estados Unidos, Rússia e Países Baixos.