A produção de algodão da China está projetada em 7,2 milhões de toneladas na safra 2026/27, segundo o adido agrícola do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) em Pequim.
O volume representa uma queda de 4,5% em relação ao ciclo anterior, refletindo mudanças na política agrícola do país, com redução do cultivo em áreas marginais.
Apesar da retração, o governo chinês deve manter o programa de preços-alvo para o algodão na região de Xinjiang, principal polo produtivo do país.
A medida busca preservar a autossuficiência no abastecimento doméstico, enquanto a produção fora da região tende a cair de forma mais acentuada.
Para 2026/27, o consumo de algodão é estimado em 8,4 milhões de toneladas, sustentado pela expectativa de crescimento econômico e pelos estímulos ao consumo interno.
O setor têxtil e de vestuário também deve manter demanda aquecida, com foco na ampliação das exportações.
As importações chinesas são projetadas em 1,5 milhão de toneladas em 2026/27, leve alta em relação aos níveis reduzidos da safra anterior.
Para a temporada 2025/26, o USDA revisou a produção para 7,5 milhões de toneladas (ante 6,8 milhões em 2024/25), elevou o consumo para 8,25 milhões de toneladas e aumentou a projeção das importações para 1,4 milhão de toneladas, alta de 24% na comparação anual.
Ademais, o documento chama atenção para a tarifa em vigor de 10% sobre o algodão dos Estados Unidos como fator de restrição às importações do produto norte-americano, influenciando a dinâmica do comércio global da fibra.