Primeira Chamada Grãos 30/07/2026



 

☕ DATAGRO Primeira Chamada – Grãos ☕

30 de Julho de 2026

— < Análises DATAGRO > —

  SOJA

● A primeira posição da soja na CBOT encerrou a quarta-feira (29) em queda de 2,8%, ou 34,00 pontos, a USc 1.178,00/bushel, acumulando recuo de 5,6% desde sexta-feira (24). A posição maio/27 fechou a sessão a USc 1.217,50/bushel, com recuo de 1,8% no dia. No complexo, o farelo cedeu 1,6% e o óleo retraiu 2,2%. Forte pressão vinda da melhora nas previsões de clima para os EUA nos próximos dias. Leve tendência de baixa para a abertura no pregão de hoje.

● Fatores de pressão: exportações latino-americanas em ritmo consistente; estoques trimestrais altos nos EUA; valorização relativa do dólar norte-americano ante o real brasileiro e outras moedas estrangeiras, reduzindo a competitividade das exportações do país; Petróleo em queda, com atenuamento das tensões no Irã.

● Fatores de suporte: Esmagamento e exportações EUA aquecidas; bons embarques EUA e BRA na última semana; tratativas com China sobre o retorno das compras e alíquotas; preocupações com áreas de soja no Corn Belt, em especial na parte oeste; compras expressivas chinesas de soja norte-americana confirmadas pelo USDA; conflito no Mar Negro; Condições das lavouras em leve piora na semana.

 MILHO

● O contrato de primeira posição do milho na CBOT encerrou a quarta-feira (29) em queda de 2,1%, ou 9,50 pontos, a USc 449,00/bushel, acumulando recuo de 3,3% desde sexta-feira (24). Também aqui a pressão veio pela melhora nas previsões climáticas nos EUA. Também com leve viés de baixa para a abertura nesta quinta.

● Fatores de pressão: Início da colheita do milho safrinha no Brasil; condições climáticas positivas nos EUA; expectativa de safra cheia na China limitando compras no mercado internacional; colheita avançada na Argentina; valorização relativa do dólar norte-americano ante o real brasileiro e outras moedas estrangeiras, reduzindo a competitividade das exportações do país.

● Fatores de suporte: Retração de área 2026/27; bons embarques na última semana nos EUA; estoques trimestrais altos, mas abaixo das expectativas; preocupações com áreas de milho no Corn Belt; potencial retomada do conflito no Irã elevando prêmios de risco para o petróleo; conflito no Mar Negro gerando problemas no escoamento da região; Condições das lavouras em leve piora na semana.

Brasil

● No mercado físico de soja, houve variação mista nesta sessão. Com pressão via CBOT na maior parte do dia, mercado observou sustentação pelos prêmios. Em Santos/SP, as indicações de preço recuaram para R$ 150,00/60kg. Mas negociações travaram com a queda dominante nos preços.

● Na quarta (29), a cotação do milho em Campinas (SP) ficou entre R$ 65-68,00/60 kg, com o mercado travado com a volatilidade no exterior. Relatos apontam que muitos produtores seguem retendo volumes à espera de melhores oportunidades de venda. O atraso da colheita, a demanda interna aquecida e a perspectiva favorável de exportações impedem quedas maiores no momento.

[B]³

● Na B3, o primeiro contrato operou em queda de 0,6%, cotado a R$ 70,01/60kg. Enquanto set/27 observou elevação de 0,3% no fechamento diário. Pressão vindo do forte recuo na CBOT.

⏱️ ATENÇÃO HOJE

✔️ A onda de calor no Corn Belt cede nesta semana, com frente fria trazendo chuvas ao leste do cinturão entre segunda e terça. Mas ainda há precipitação limitada no oeste, onde a umidade do solo depletada mantém algum estresse sobre lavouras em polinização.

✔️ Acompanhar a demanda nos EUA. Na segunda (27), exportadores privados reportaram vendas de 132 mil t de soja para a China, e 126 mil t de soja para destinos desconhecidos. E venda de 197 mil t de milho na terça, para destino não revelado. O relatório de embarques semanais veio positivo para soja e milho.

✔️ Lavouras norte-americanas piorando bem na avaliação semanal, e trazendo suporte aos preços nesta terça. A soja em condições boas a excelentes de 66% para 63%, e milho de 67% para 63%. Andamento fenológico em linha do ritmo histórico.

✔️ Demanda no Brasil. O relatório mensal de embarques pelo Brasil sai apenas nos dia 6, por volta das 15h.

✔️ Nessa quinta (30), acompanhar o monitor de seca e o relatório de registros de exportação nos EUA.