Primeira Chamada Grãos 28/07/2026



 

☕ DATAGRO Primeira Chamada – Grãos ☕

28 de Julho de 2026

— < Análises DATAGRO > —

  SOJA

● A primeira posição da soja na CBOT encerrou a segunda-feira (27) em queda de 3,2%, ou 39,50 pontos, a US$c 1.208,50/bushel. A posição maio/27 fechou a sessão a US$c 1.234,00/bushel, com recuo de 2,5% no dia. No complexo, o farelo cedeu 3,2% e o óleo retraiu 3,9%. Queda geral e forte em todo o complexo grãos por conta do intenso recuo no petróleo, melhora do clima nos EUA, e realizações de lucro após a forte alta da semana passada. Leve viés de alta para a abertura nesta terça.

● Fatores de pressão: exportações latino-americanas em ritmo consistente; estoques trimestrais altos nos EUA; valorização relativa do dólar norte-americano ante o real brasileiro e outras moedas estrangeiras, reduzindo a competitividade das exportações do país; Petróleo em queda, com atenuamento das tensões no Irã.

● Fatores de suporte: Esmagamento e exportações EUA aquecidas; bons embarques EUA e BRA na última semana; tratativas com China sobre o retorno das compras e alíquotas; preocupações com áreas de soja no Corn Belt, em especial na parte oeste; compras expressivas chinesas de soja norte-americana confirmadas pelo USDA; conflito no Mar Negro; Condições das lavouras em leve piora na semana.

 MILHO

● O contrato de primeira posição do milho na CBOT encerrou a segunda-feira (27) em queda de 2,7%, ou 12,50 pontos, a USc 451,75/bushel. Na mesma linha da soja, recuo por realizações de lucros, clima melhor nos EUA e perdas no petróleo. Tendência de alta para a abertura no pregão de hoje.

● Fatores de pressão: Início da colheita do milho safrinha no Brasil; condições climáticas positivas nos EUA; expectativa de safra cheia na China limitando compras no mercado internacional; colheita avançada na Argentina; valorização relativa do dólar norte-americano ante o real brasileiro e outras moedas estrangeiras, reduzindo a competitividade das exportações do país.

● Fatores de suporte: Retração de área 2026/27; bons embarques na última semana nos EUA; estoques trimestrais altos, mas abaixo das expectativas; preocupações com áreas de milho no Corn Belt; potencial retomada do conflito no Irã elevando prêmios de risco para o petróleo; conflito no Mar Negro gerando problemas no escoamento da região; Condições das lavouras em leve piora na semana.

Brasil

● No mercado físico de soja, houve variação baixista nesta sessão. Com pressão via CBOT, mercado obteve pouca liquidez. Em Santos/SP, as indicações de preço saíram de R$ 153,00/60kg para 152,00/60kg. Câmbio e prêmios evitaram maiores quedas.

● Na segunda (27), a cotação do milho em Campinas (SP) ficou estável em R$ 65,00/60 kg, com o mercado travado com a queda no exterior.

● Relatos apontam que muitos produtores seguem retendo volumes à espera de melhores oportunidades de venda. O atraso da colheita, a demanda interna aquecida e a perspectiva favorável de exportações também oferecem sustentação.

[B]³

● Na B3, o primeiro contrato operou em baixa de 1,7%, cotado a R$ 69,32/60kg. Enquanto set/27 observou recuo de 1,5% no fechamento diário. Os recuos foram influenciados pela desvalorização do mercado externo (CBOT), maiores queda foram evitadas com o câmbio.

⏱️ ATENÇÃO HOJE

✔️ A onda de calor no Corn Belt cede nesta semana, com frente fria trazendo chuvas ao leste do cinturão entre segunda e terça. Mas ainda há precipitação limitada no oeste, onde a umidade do solo depletada mantém algum estresse sobre lavouras em polinização.

✔️Na segunda (27), exportadores privados reportaram vendas de 132 mil t de soja para a China, e 126 mil t de soja para destinos desconhecidos. Além de 349 mil t de soja embarcadas até a semana encerrada em 23 de julho. Enquanto no milho, foram embarcadas 1,488 mi de t.

✔️Lavouras norte-americanas piorando bem na avaliação semanal, e trazendo suporte aos preços nesta terça. A soja em condições boas a excelentes de 66% para 63%, e milho de 67% para 63%. Andamento fenológico em linha do ritmo histórico.