☕ DATAGRO Primeira Chamada – Grãos ☕
27 de Julho de 2026
— < Análises DATAGRO > —
SOJA
● A primeira posição da soja na CBOT encerrou a sexta-feira (24) em alta de 0,8%, ou 10,50 pontos, a US$c 1.248,00/bushel, acumulando ganho de 3,6% desde a sexta-feira (17). A posição de maio/27 fechou a sessão a US$c 1.265,00/bushel, após avanço de 0,5% no dia e 3,3% na semana.
● Para os demais produtos do complexo houve movimentação mista. O farelo de soja mostrou alta de 0,4% no dia e 3,2% na semana, ao passo que o óleo recuou 1,7% no dia e 0,7% na semana.
● Fatores de pressão: Condições das lavouras ainda positivas nos EUA; exportações latino-americanas em ritmo consistente; estoques trimestrais altos nos EUA; valorização relativa do dólar norte-americano ante o real brasileiro e outras moedas estrangeiras, reduzindo a competitividade das exportações do país.
● Fatores de suporte: Esmagamento e exportações EUA aquecidas; bons embarques EUA e BRA na última semana; tratativas com China sobre o retorno das compras e alíquotas; preocupações com áreas de soja no Corn Belt, em especial na parte oeste; compras expressivas chinesas de soja norte-americana confirmadas pelo USDA; potencial retomada do conflito no Irã elevando prêmios de risco para o petróleo; conflito no Mar Negro gerando problemas no escoamento da região – alta no trigo.
MILHO
● O contrato de primeira posição do milho na CBOT encerrou a sexta-feira (24) em alta de 0,1%, ou 0,25 ponto, a US$c 464,25/bushel, acumulando ganho de 4,4% desde sexta-feira (17).
● Fatores de pressão: Início da colheita do milho safrinha no Brasil; condições climáticas positivas nos EUA; expectativa de safra cheia na China limitando compras no mercado internacional; colheita avançada na Argentina; valorização relativa do dólar norte-americano ante o real brasileiro e outras moedas estrangeiras, reduzindo a competitividade das exportações do país.
● Fatores de suporte: Retração de área 2026/27; bons embarques na última semana nos EUA; estoques trimestrais altos, mas abaixo das expectativas; preocupações com áreas de milho no Corn Belt; potencial retomada do conflito no Irã elevando prêmios de risco para o petróleo; conflito no Mar Negro gerando problemas no escoamento da região – alta no trigo.
Brasil
● No mercado físico de soja, houve variação mista e altamente regionalizada nesta sessão. Ainda que os ganhos em Chicago tenham repercutido positivamente sobre os agentes, oscilações do câmbio e outros fatores de ajuste limitaram grandes valorizações.
● Na sexta-feira (24), a cotação do milho em Campinas (SP) ficou estável em R$ 65,00/60 kg pelo sétimo dia útil consecutivo. Após as quedas observadas entre abril e junho, refletindo a expectativa de uma safra volumosa (embora inferior à safrinha recorde de 2026), o avanço da colheita é acompanhado de baixa liquidez no mercado físico.
[B]³.
● Na B3, o primeiro contrato operou em baixa de 0,3%, cotado a R$ 70,51/60kg, acumulando valorização de 2,3%. Enquanto set/27 observou recuo de 0,1% no fechamento diário, ainda retendo ganhos de 3,0% na semana.
⏱️ ATENÇÃO HOJE
✔️ A onda de calor no Corn Belt cede nesta semana, com frente fria trazendo chuvas ao leste do cinturão entre segunda e terça. Mas ainda há precipitação limitada no oeste, onde a umidade do solo depletada mantém algum estresse sobre lavouras em polinização.
✔️Na segunda (20), exportadores privados reportaram vendas de 264 mil t de soja para a China, 110 mil t para destinos desconhecidos e 100 mil t de milho para a Colômbia (2026/27).
✔️Relatório de registros de exportações dos EUA. Soja 26/27 no teto das expectativas (1,593 mi t, China ativa), na soma das duas safras. E milho firme em 1,035 mi de t. Dados altistas para soja e milho.
✔️ Nesta segunda, acompanhar o relatório semanal de embarques, condições e estágios das lavouras nos EUA. E o relatório semanal de embarques pelo Brasil.