☕ DATAGRO Primeira Chamada – Grãos ☕
27 de Maio de 2026
— < Análises DATAGRO > —
SOJA
● O contrato de primeira posição da soja na CBOT encerrou a terça-feira (26) em desvalorização de 0,9%, a US$c 1.1186,00/bushel. A posição maio/27 decaiu 0,4%. No complexo, o farelo desvalorizou 1,0% na sessão. Enquanto isso, o óleo ganhou força, valorizando 0,5% no dia. Apenas leve viés de alta para a abertura nesta quarta.
● Neste pregão, a perspectiva de condições climáticas favoráveis ao Corn Belt pesou sobre as cotações. O boletim climático diário do USDA apontava a umidade do solo para soja majoritariamente em níveis adequados ou localmente excessivos, com registros de 17 de maio indicando umidade na camada superficial acima do normal.
● Fatores de pressão: Desvalorização nos preços do petróleo no mercado internacional; embarques brasileiros de soja aquecidos (3,4 milhões de toneladas); melhora nas condições climáticas dos EUA; valorização do dólar frente as principais moedas globais.
● Fatores de suporte: o USDA reportou embarques norte-americanos de soja de 572 mil t na semana encerrada em 21 de maio, acima das projeções de mercado e 14,4% acima do ritmo necessário para atingir a meta da safra 2025/26; no acumulado do ano comercial, os EUA embarcaram 35,135 mi de t, o equivalente a 84% da estimativa total.
MILHO
● contrato de primeira posição do milho na CBOT encerrou a terça-feira (25) em desvalorização de 1,2%, a US$c 457,50/bushel. Sem direção única para a abertura no pregão de hoje.
● Neste pregão, as cotações do milho operaram sob pressão, reflexo do ritmo acelerado de plantio da safra 2026/27 nos EUA e das boas perspectivas climáticas para o Corn Belt. O USDA, em seu boletim diário, destacou que a umidade do solo para milho e soja segue adequada ou localmente excessiva na maior parte das regiões, com condições mais úmidas concentradas no baixo Meio-Oeste, incluindo o vale do Ohio.
● Fatores de pressão: Valorização do dólar frente as principais moedas globais; desvalorização do petróleo no mercado internacional, o que diminui a necessidade de etanol de milho nos EUA, diminuindo assim a demanda pelo produto; Embarques semanais de milho do Brasil acima do registrado na semana anterior; melhora das condições climáticas na região do Corn Belt.
● Fatores de suporte: as exportações de milho norte-americano totalizaram 1,6 mi de t na semana encerrada em 21 de maio, avanço de 13% frente à semana anterior e de 11,5% sobre o mesmo período do ano passado, superando o intervalo projetado pelo mercado, de 1,1 mi de t a 1,7 mi de t; USDA estima perda de 3,2 milhões de hectares para temporada.
Brasil
● No mercado físico, a soja operou com viés de alta na grande maioria das praças do Brasil, sustentada pela valorização do dólar e demanda externa aquecida. Nos portos, o movimento em Paranaguá foi positivo (PR) valorizando 1,5%, encerrando à R$ 132,00/sc. Em Santos (SP), o mercado apresentou valorização de 0,8% na sessão ao patamar de R$ 131,5/sc.
● No mercado físico, o mercado de milho encerrou o dia em movimento lateral e baixa liquidez. Em Campinas (SP), compradores aguardam o avanço da colheita para pressionar preços antes de realizar compras. A base de compra CIF ficou estável em R$ 66,00/sc.
[B]³
● Na B3, o primeiro contrato encerrou a R$ 65,32/sc, em desvalorização de 1,8 % na sessão. As cotações recuaram acompanhando a queda na CBOT e o início da colheita da segunda safra no Mato Grosso e no Paraná. A DATAGRO Grãos revisou sua estimativa para a segunda safra de 114,2 mi de t para 112,3 mi de t, recuo de 5% frente à temporada anterior.
⏱️ ATENÇÃO HOJE
✔️ Desvalorização de mais de 2% dos preços do petróleo no mercado internacional nesta segunda.
✔️ O USDA reportou hoje embarques norte-americanos de soja de 572 mil t na semana encerrada em 21 de maio, acima das expectativas do mercado, com acumulado do ano comercial em 35,135 mi de t, equivalente a 84% da estimativa total.
✔️ O USDA reportou também embarques de milho de 1,582 mi de t no mesmo período, dentro do intervalo projetado pelos analistas, porém 13,0% abaixo do ritmo necessário para atingir a meta da safra 2025/26; no acumulado, os EUA embarcaram 60,179 mi de t, 72% da projeção total.
✔️ O boletim climático diário do USDA aponta que a umidade do solo para milho e soja segue majoritariamente adequada ou localmente excessiva, com registros anteriores às últimas chuvas indicando níveis entre 11% e 17% acima do normal em uma faixa que vai do Missouri ao Ohio.
✔️ inicio da colheita do milho de segunda-safra nos estados de Mato-Grosso e Paraná.
✔️A DATAGRO Grãos reduziu sua projeção para a colheita da segunda safra de 114,2 para 112,3 milhões de toneladas, o que configura uma queda de 5% ante a temporada anterior.