Primeira Chamada Grãos 27/03/2026



 

☕ DATAGRO Primeira Chamada – Grãos ☕

27 de Março de 2026

— < Análises DATAGRO > —

  SOJA

● O contrato de primeira posição da soja na CBOT encerrou a sessão desta quinta-feira (26) com alta de 0,2%, cotado a USc 1.173,75/bushel, acumulando valorização de 1,1% na comparação com o fechamento de sexta-feira (20). Sem direção clara para a abertura nesta sexta.

● No complexo, o movimento foi amplamente positivo, com o farelo encerrando em alta de 0,7% e o óleo avançando 1,4%.

● Fatores de pressão: Condições majoritariamente boas nas lavouras do Brasil e avanço final da colheita; compras chinesas efetivas em ritmo cauteloso; aumento da expectativa de superávit em 2025/26; Previsão de aumento de área para próxima safra Norte-americana; Embarques semanais dos EUA dentro do esperado; Mercado apreensivo com apoio da China ao Irã; Adiamento de encontro entre China e EUA.

● Fatores de suporte: Cotações refletindo notícias favoráveis para a implementação de novos mandatos de bioenergia nos EUA; Bons números de embarques e esmagamento na semana nos EUA; Reunião para discutir o mandato de mistura no CNPE.

 MILHO

● O contrato de primeira posição do milho na Chicago Board of Trade encerrou a quarta-feira (25) em alta de 1,0%, cotado a US¢ 467,25/bushel. Também no milho leve viés de alta para a abertura nesta quinta. Também aqui sem viés claro para a abertura no pregão de hoje.

● Fatores de pressão: Produção norte-americana 2025/26 elevada; nova perspectiva de déficit em 2025/26 bem menos profunda do que o calculado anteriormente; Elevação da produção brasileira de milho. (estimativa USDA).

● Fatores de suporte: Atraso na semeadura brasileira de soja representando algum risco para a janela de plantio do milho de inverno em 2026; Bons números de vendas e embarques na semana nos EUA; Previsão de diminuição da área de milho na próxima safra norte-americana. Redução da produção argentina de milho (estimativa USDA).

Brasil

● O mercado físico de soja registrou maior volume de negócios nesta semana, embora os portos sigam com gargalos logísticos e custos elevados de frete e seguros. Em Paranaguá, a soja foi negociada a R$ 132,00/sc, enquanto em Santos as indicações permaneceram ao redor de R$ 131,00/sc.

● No mercado físico de milho, o ritmo de negócios seguiu moderado, com negociações pontuais e maior cautela por parte dos agentes, refletindo as incertezas externas e a volatilidade observada nos contratos futuros. Em Campinas (base B3), o milho foi indicado entre R$ 72–74/sc, mantendo-se relativamente estável em relação à sessão anterior. [B]³.

● Na B3, o contrato de milho de primeira posição (maio) encerrou o pregão a R$ 72,02/sc, com relativa estabilidade no dia. Já o vencimento setembro/26 fechou a R$ 71,48/sc, registrando semanalmente alta de 0,1%.

⏱️ ATENÇÃO HOJE

✔️ Mercado acompanhando as incertezas quanto à política comercial dos EUA e as desenrolar do conflito no Irã.

✔️ Embarques positivos para soja (1,1 mi de t) e milho (1,7 mi de t) na semana. Além de vendas novas de soja (161,12 mil t) e milho (102 mil t) para México.

✔️ A previsão desta semana indica chuva irregular, mas com pancadas e temporais em várias áreas do Centro-Oeste (especialmente MT, GO e partes de MS), enquanto no Sul predominará tendência de volumes abaixo da média, com períodos mais secos e menos chuva frequente (exceto episódios isolados de instabilidade).

✔️ Números das vendas externas dos EUA positivos para soja (669 mil t) e milho (1,2 mi de t) na semana.

✔️ Na terça-feira (31), o mercado aguarda a divulgação do relatório de intenção de plantio nos EUA para 2026/27 pelo USDA.