☕ DATAGRO Primeira Chamada – Grãos ☕
26 de Março de 2026
— < Análises DATAGRO > —
SOJA
● O contrato de primeira posição da soja na Chicago Board of Trade encerrou a quarta-feira (25) em alta de 1,5%, cotado a US¢ 1.171,75/bushel. No complexo soja, o movimento foi misto: o farelo recuou 0,8%, enquanto o óleo avançou 1,9%. Leve tendência de alta para a abertura no pregão de hoje.
● Fatores de pressão: Condições majoritariamente boas nas lavouras do Brasil e avanço final da colheita; compras chinesas efetivas em ritmo cauteloso; aumento da expectativa de superávit em 2025/26; Previsão de aumento de área para próxima safra Norte-americana; Embarques semanais dos EUA dentro do esperado; Mercado apreensivo com apoio da China ao Irã; Adiamento de encontro entre China e EUA.
● Fatores de suporte: Cotações refletindo notícias favoráveis para a implementação de novos mandatos de bioenergia nos EUA; Bons números de embarques e esmagamento na semana nos EUA; Reunião para discutir o mandato de mistura no CNPE.
MILHO
● O contrato de primeira posição do milho na Chicago Board of Trade encerrou a quarta-feira (25) em alta de 1,0%, cotado a US¢ 467,25/bushel. Também no milho leve viés de alta para a abertura nesta quinta.
● Fatores de pressão: Produção norte-americana 2025/26 elevada; nova perspectiva de déficit em 2025/26 bem menos profunda do que o calculado anteriormente; Elevação da produção brasileira de milho. (estimativa USDA).
● Fatores de suporte: Atraso na semeadura brasileira de soja representando algum risco para a janela de plantio do milho de inverno em 2026; Bons números de embarques na semana nos EUA; Previsão de diminuição da área de milho na próxima safra norte-americana. Redução da produção argentina de milho (estimativa USDA).
Brasil
● Com a alta recente nos preços, o mercado físico de soja aumentou o volume de negócios nesta semana. Nos portos, o cenário segue desafiador, com gargalos logísticos, aumento nos custos de frete — rodoviário e marítimo — e seguros mais elevados, em meio às incertezas globais. Em Paranaguá, a soja foi negociada a R$ 131,00/sc, enquanto em Santos as indicações ficaram ao redor de R$ 130,50/sc.
● No mercado físico, o ritmo de negócios seguiu moderado, com negociações pontuais e maior cautela por parte dos agentes, refletindo as incertezas externas e a volatilidade observada nos contratos futuros. Em Campinas (base B3), o milho foi indicado entre R$ 72–74/sc, mantendo-se relativamente estável em relação à sessão anterior.
[B]³.
● Na B3, o contrato de milho de primeira posição (maio) encerrou o pregão a R$ 72,04/sc, com relativa estabilidade no dia. Já o vencimento setembro/26 fechou a R$ 71,47/sc, registrando baixa de 0,1%.
⏱️ ATENÇÃO HOJE
✔️ Mercado acompanhando as incertezas quanto à política comercial dos EUA e as desenrolar do conflito no Irã.
✔️ Embarques positivos para soja (1,1 mi de t) e milho (1,7 mi de t) na semana. Além de vendas individuais de soja (161,12 mil t) e milho (102 mil t) para México.
✔️ A previsão para a próxima semana indica chuva irregular, mas com pancadas e temporais em várias áreas do Centro-Oeste (especialmente MT, GO e partes de MS), enquanto no Sul predominará tendência de volumes abaixo da média, com períodos mais secos e menos chuva frequente (exceto episódios isolados de instabilidade).
✔️ Nessa quinta-feira (26), os EUA divulgam o relatório semanal de vendas externas dos EUA,