Primeira Chamada Grãos 24/07/2026



 

☕ DATAGRO Primeira Chamada – Grãos ☕

24 de Julho de 2026

— < Análises DATAGRO > —

  SOJA

● A primeira posição da soja na CBOT encerrou a quinta-feira (23) em alta de 0,4%, ou 4,50 pontos, a USc 1.237,50/bushel, acumulando ganho de 2,7% desde sexta-feira (17). A posição maio/27 fechou a sessão a USc 1.259,25/bushel, com avanço de 0,2% no dia. No complexo, o farelo recuou 0,5%, enquanto o óleo avançou 0,1%. Apenas leve viés de alta para abertura nesta sexta.

● O pregão seguiu impulsionado principalmente pelo avanço das tensões geopolíticas.

● Suporte nos últimos dias vindo dos favoráveis números de demanda por produto norte-americano. Além ainda de preocupação com o clima quente em parte da região produtora. Mas a melhora em 1% nas condições das lavouras na semana encerrada em 19/jul trouxe pressão aos preços na terça.

● Fatores de pressão: Condições das lavouras ainda positivas nos EUA; exportações latino-americanas em ritmo consistente; estoques trimestrais altos nos EUA.

● Fatores de suporte: esmagamento e exportações EUA aquecidas; bons embarques EUA e BRA na última semana; tratativas com China sobre o retorno das compras e alíquotas; preocupações com áreas de soja no Corn Belt, em especial na parte oeste; compras expressivas chinesas de soja norte-americana confirmadas pelo USDA; potencial retomada do conflito no Irã elevando prêmios de risco para o petróleo; conflito no Mar Negro gerando problemas no escoamento da região – alta no trigo.

 MILHO

● O contrato de primeira posição do milho na CBOT encerrou a quinta-feira (23) em alta de 0,4%, ou 2,00 pontos, a USc 464,00/bushel, acumulando ganho de 4,3% desde sexta-feira (17). Também com leve tendência de alta para a abertura no pregão de hoje.

● Fatores de pressão: início da colheita do milho safrinha no Brasil; condições climáticas positivas nos EUA; expectativa de safra cheia na China limitando compras no mercado internacional; colheita avançada na Argentina.

● Fatores de suporte: Retração de área 2026/27; bons embarques na última semana nos EUA; estoques trimestrais altos, mas abaixo das expectativas; preocupações com áreas de milho no Corn Belt; potencial retomada do conflito no Irã elevando prêmios de risco para o petróleo.

Brasil

● Nos portos, as indicações bateram nessa quinta-feira (23) o patamar de R$ 151,00-153,00/saca, enquanto, no interior, as referências subiram a R$ 130,00/saca em Dourados (MS), R$ 139,00/saca em Uberlândia (MG), R$ 134,00/saca em Rio Verde (GO) e R$ 134,00/saca em Rondonópolis (MT), ambas com viés de alta com a elevação da CBOT nos últimos dias.

● No mercado físico brasileiro, a saca de milho em Campinas (SP) foi indicada entre R$ 64,00 e R$ 65,00/60kg CIF diferido para clientes paulistas, com entrega em 30 dias, enquanto o cereal de outros estados foi cotado entre R$ 66,00 e R$ 68,00/60kg, com ICMS incluso. Os preços seguem pressionados na maioria das praças, com a colheita da safrinha já em 50,3% da área no Centro-Sul e Mato Grosso à frente, com 79,5% finalizados. Mas, o mercado internacional segue dando sustentação.

[B]³

● Na B3, o primeiro contrato operou em alta de 0,9%, cotado a R$ 70,75/60kg, enquanto Set/27 obteve elevação de 1,4% no fechamento diário. Alta puxada pelo mercado externo.

⏱️ ATENÇÃO HOJE

✔️ A onda de calor no Corn Belt cede nesta semana, com frente fria trazendo chuvas ao leste do cinturão entre segunda e terça. Mas ainda com precipitação limitada no oeste, onde a umidade do solo depletada mantém algum estresse sobre lavouras em polinização.

✔️Na segunda (20), exportadores privados reportaram vendas de 264 mil t de soja para a China, 110 mil t para destinos desconhecidos e 100 mil t de milho para a Colômbia (2026/27).

✔️Relatório de registros de exportações dos EUA. Soja 26/27 no teto das expectativas (1,593 mi t, China ativa), na soma das duas safras. E milho firme em 1,035 mi de t. Dados altistas para soja e milho.