Primeira Chamada Grãos 24/04/2026



 

☕ DATAGRO Primeira Chamada – Grãos ☕

24 de Abril de 2026

— < Análises DATAGRO > —

  SOJA

● O contrato de primeira posição da soja na CBOT encerrou a quinta-feira (23) com queda de 0,4%, a US¢ 1.159,75/bushel, movimento também observado na posição julho. Desde sexta-feira (17), o contrato acumula perdas de 0,6% (-7,50 pontos). Sem direção clara para a abertura nesta sexta.

● No complexo, o farelo ficou estável no dia, mas recua 3,4% na semana, enquanto o óleo avançou 0,9%, acumulando alta semanal de 5,5%.

● Fatores de pressão: Condições majoritariamente boas nas lavouras do Brasil e avanço final da colheita; compras chinesas efetivas em ritmo cauteloso; previsão de aumento de área para próxima safra norte-americana; melhora de chuvas no Corn Belt antes do plantio da safra 2026/27; embarques brasileiros aquecidos; bom avanço do plantio de soja norte-americano.

● Fatores de suporte: Novos mandatos de biocombustíveis nos EUA; nova data para encontro entre os presidentes dos EUA e da China; Resultado de área EUA 2026/27 abaixo do esperado; embarques semanais dos EUA dentro do esperado; greve na Argentina prejudica escoamento de farelo de soja; Bom número de esmagamento nos EUA; vendas norte-americanas para exportação dentro do esperado pelo mercado.

 MILHO

● O contrato de primeira posição do milho na CBOT encerrou a quinta-feira (23) com leve alta de 0,3%, a US¢ 455,50/bushel, acumulando valorização de 1,5% no comparativo semanal. Também no milho ausência de viés claro para a abertura no pregão de hoje.

● Fatores de pressão: Produção norte-americana 2025/26 elevada; perspectiva de safrinha brasileira cheia; melhora de chuvas no Corn Belt antes do plantio da safra 2026/27; plantio norte-americano acelerado; recuperação das condições de solo a tempo do plantio nos EUA; embarques brasileiros aquecidos na entressafra.

● Fatores de suporte: Boa demanda pelo produto norte-americano, embarques semanais aquecidos. Com reporte de vendas novas de 316 mil t de milho para o México e mais 120 mil t para destinos não revelados; vendas dos EUA para exportação dentro do esperado pelos agentes.

Brasil

● O mercado físico de soja apresentou movimento cauteloso, com retração no dia. A desvalorização do câmbio segue pressionando as cotações domésticas, além disso, a desvalorização na CBOT também pressionou o mercado interno. Em Santos/SP, a saca foi precificada a R$ 128,00/60kg, em baixa de 0,8% no dia. Em Paranaguá/PR, o preço também decaiu em R$ 128,50/60kg, refletindo uma queda de 0,4% no pregão.

● No mercado físico de milho, o ritmo de negociações segue com menos força, refletindo menor liquidez e um apetite comprador mais contido. A desvalorização do dólar frente ao real exerceu pressão adicional sobre os preços domésticos. Em Campinas (SP), a saca de 60 kg foi negociada a R$ 67,00, registrando relativa valorização no fechamento diário, mas ainda com viés levemente baixista.

[B]³

● Na B3, o contrato SPOT apresentou desvalorização expressiva, decaindo 1,5% na sessão. Enquanto a posição de setembro, obteve queda de 0,6%.

⏱️ ATENÇÃO HOJE

✔️ Mercado acompanhando as incertezas quanto o desenrolar do conflito no Irã.

✔️ Monitorar os números de demanda nos EUA. Embarques semanais de soja (749 mil t) e milho (1,6 mi de t) foram positivos aos preços.

✔️ No relatório semanal de registros de exportação nos EUA, dados relativamente positivos para a soja (365 mil t) e milho ( 1,3 mi de t).

✔️ Acompanhar o comportamento do clima nos EUA. A irregularidade é marca dessa temporada até o momento, misturando regiões com forte seca e regiões com fortes chuvas.