Primeira Chamada Grãos 23/07/2026



 

☕ DATAGRO Primeira Chamada – Grãos ☕

23 de Julho de 2026

— < Análises DATAGRO > —

  SOJA

● A primeira posição da soja na CBOT encerrou a quarta-feira (22) em alta de 1,1%, ou 14,00 pontos, a USc 1.233,00/bushel, acumulando ganho de 2,4% desde sexta-feira (17). A posição maio/27 fechou a sessão a USc 1.256,75/bushel, com avanço de 1,1% no dia. No complexo, o farelo valorizou 1,5% e o óleo avançou 1,6%.

● O pregão foi impulsionado principalmente pelo avanço das tensões geopolíticas, e as altas no trigo e petróleo. O viés para a abertura nesta quinta é de leve alta.

● Suporte nos últimos dias vindo dos favoráveis números de demanda por produto norte-americano. Além ainda de preocupação com o clima quente em parte da região produtora. Mas a melhora em 1% nas condições das lavouras na semana encerrada em 19/jul trouxe pressão aos preços na terça.

● Fatores de pressão: Condições das lavouras ainda positivas nos EUA; exportações latino-americanas em ritmo consistente; estoques trimestrais altos nos EUA.

● Fatores de suporte: esmagamento e exportações EUA aquecidas; bons embarques EUA e BRA na última semana; tratativas com China sobre o retorno das compras e alíquotas; preocupações com áreas de soja no Corn Belt, em especial na parte oeste; compras expressivas chinesas de soja norte-americana confirmadas pelo USDA; potencial retomada do conflito no Irã elevando prêmios de risco para o petróleo; conflito no Mar Negro gerando problemas no escoamento da região – alta no trigo.

 MILHO

● O contrato de primeira posição do milho na CBOT encerrou a quarta-feira (22) em alta de 2,0%, ou 9,25 pontos, a USc 462,00/bushel, acumulando ganho de 3,9% desde sexta-feira (17). Alta acompanhando o trigo e o aumento das tensões na Ucrânia e no Irã. Incluindo forte elevação do petróleo. Também no milho a tendência é de leve alta para a abertura no pregão de hoje.

● Fatores de pressão: início da colheita do milho safrinha no Brasil; condições climáticas positivas nos EUA; expectativa de safra cheia na China limitando compras no mercado internacional; colheita avançada na Argentina.

● Fatores de suporte: Retração de área 2026/27; bons embarques na última semana nos EUA; estoques trimestrais altos, mas abaixo das expectativas; preocupações com áreas de milho no Corn Belt; potencial retomada do conflito no Irã elevando prêmios de risco para o petróleo.

Brasil

● Nos portos, as indicações subiram para R$ 148,00-149,50/saca, enquanto, no interior, as referências permaneceram em R$ 128,00/saca em Dourados (MS), R$ 138,00/saca em Uberlândia (MG), R$ 133,00/saca em Rio Verde (GO) e R$ 130,00/saca em Rondonópolis (MT).

● No mercado físico brasileiro, a saca de milho em Campinas (SP) foi indicada entre R$ 64,00 e R$ 65,00/60kg CIF diferido para clientes paulistas, com entrega em 30 dias, enquanto o cereal de outros estados foi cotado entre R$ 66,00 e R$ 68,00/60kg, com ICMS incluso. Os preços seguem pressionados na maioria das praças, com a colheita da safrinha já em 50,3% da área no Centro-Sul e Mato Grosso à frente, com 79,5% finalizados.

[B]³

● Na B3, o primeiro contrato operou em retração de 0,4%, cotado a R$ 70,11/60kg, enquanto Set/27 obteve elevação de 1,2% no fechamento diário. Alta puxada pelo mercado externo.

⏱️ ATENÇÃO HOJE

✔️ A onda de calor no Corn Belt cede nesta semana, com frente fria trazendo chuvas ao leste do cinturão entre segunda e terça. Mas ainda com precipitação limitada no oeste, onde a umidade do solo depletada mantém algum estresse sobre lavouras em polinização.

✔️Na segunda (20), exportadores privados reportaram vendas de 264 mil t de soja para a China, 110 mil t para destinos desconhecidos e 100 mil t de milho para a Colômbia (2026/27).

✔️Nesta quinta acompanhar o relatório de registros de exportações dos EUA. Além da atualização do Monitor de Seca.