Primeira Chamada Grãos 23/04/2026



 

☕ DATAGRO Primeira Chamada – Grãos ☕

23 de Abril de 2026

— < Análises DATAGRO > —

  SOJA

● O contrato de primeira posição da soja na CBOT encerrou a quarta-feira (22) com recuo de 0,9%, a US¢ 1.164,50/bushel, movimento estendido à posição julho, igualmente cedendo. Sem direção clara para a abertura nesta quinta.

● No complexo, o farelo liderou as perdas com queda de 1,4%, enquanto o óleo recuou 0,9%, indicando pressão generalizada sobre os subprodutos.

● Fatores de pressão: Condições majoritariamente boas nas lavouras do Brasil e avanço final da colheita; compras chinesas efetivas em ritmo cauteloso; previsão de aumento de área para próxima safra norte-americana; melhora de chuvas no Corn Belt antes do plantio da safra 2026/27; embarques brasileiros aquecidos; bom avanço do plantio de soja norte-americano.

● Fatores de suporte: Novos mandatos de biocombustíveis nos EUA; nova data para encontro entre os presidentes dos EUA e da China; Resultado de área EUA 2026/27 abaixo do esperado; embarques semanais dos EUA dentro do esperado; greve na Argentina prejudica escoamento de farelo de soja; Bom número de esmagamento nos EUA.

 MILHO

● O contrato de primeira posição do milho na CBOT encerrou a quarta-feira (20) com leve alta de 0,1%, a US¢ 454,25/bushel, sustentado pela valorização de mais de 3% do petróleo, que eleva a competitividade do etanol norte-americano à base de milho. Apenas leve viés de baixa para a abertura no pregão de hoje.

● Fatores de pressão: Produção norte-americana 2025/26 elevada; perspectiva de safrinha brasileira cheia; melhora de chuvas no Corn Belt antes do plantio da safra 2026/27; plantio norte-americano acelerado; recuperação das condições de solo a tempo do plantio nos EUA; embarques brasileiros aquecidos na entressafra.

● Fatores de suporte: Boa demanda pelo produto norte-americano, embarques semanais aquecidos. Com reporte de vendas novas de 316 mil t de milho para o México e mais 120 mil t para destinos não revelados.

Brasil

● O mercado físico de soja apresentou movimento cauteloso, com liquidez ainda moderada, mas boa melhora ante a semana passada. A desvalorização do câmbio segue pressionando as cotações domésticas, limitando avanços mesmo diante de alguma sustentação externa. Em Santos/SP, a saca foi precificada a R$ 129,00/60kg, em alta de 1,00 R$ no dia. Em Paranaguá/PR, o preço também subiu em R$ 128,50/60kg, refletindo o relativo volume melhor de negócios e a postura mais retraída dos agentes.

● No mercado físico de milho, o ritmo de negociações segue com menos força, refletindo menor liquidez e um apetite comprador mais contido. A desvalorização do dólar frente ao real exerceu pressão adicional sobre os preços domésticos. Em Campinas (SP), a saca de 60 kg foi negociada a R$ 66,00, registrando estabilidade no fechamento diário, mas ainda com viés levemente baixista.

[B]³

● Na B3, o contrato de milho de primeira posição encerrou o pregão a R$ 68,95/60kg, após alta de 2,2% nesta sessão.

⏱️ ATENÇÃO HOJE

✔️ Mercado acompanhando as incertezas quanto o desenrolar do conflito no Irã.

✔️ Monitorar os números de demanda nos EUA. Embarques semanais de soja (749 mil t) e milho (1,6 mi de t) foram positivos aos preços.

✔️ De olho no relatório semanal de registros de exportação nos EUA.

✔️ Os embarques semanais no Brasil vieram fortes e negativos para a CBOT na soja. E neutros no milho.

✔️ Acompanhar o comportamento do clima nos EUA. A irregularidade é marca dessa temporada até o momento, misturando regiões com forte seca e regiões com fortes chuvas.