☕ DATAGRO Primeira Chamada – Grãos ☕
23 de Março de 2026
— < Análises DATAGRO > —
SOJA
● O contrato de primeira posição da soja na Chicago Board of Trade encerrou a sexta-feira (20) em leve baixa de 0,6%, a US¢ 1.161,25/bushel. Na semana, o acumulado foi negativo em 5,2%.
● No complexo soja, o movimento foi misto: o farelo recuou 1,4%, enquanto o óleo avançou 0,4%.
● Fatores de pressão: Condições majoritariamente boas nas lavouras do Brasil e avanço final da colheita; compras chinesas efetivas em ritmo cauteloso; aumento da expectativa de superávit em 2025/26; Previsão de aumento de área para próxima safra Norte-americana; Embarques semanais dos EUA dentro do esperado; Mercado apreensivo com apoio da China ao Irã; Adiamento de encontro entre China e EUA.
● Fatores de suporte: Cotações refletindo notícias favoráveis para a implementação de novos mandatos de bioenergia nos EUA; Bons números de embarques e esmagamento na semana nos EUA; Reunião para discutir o mandato de mistura no CNPE.
MILHO
● O contrato de primeira posição do milho na Chicago Board of Trade encerrou a quinta-feira (19) em queda de 0,9%, a US¢ 465,50/bushel.
● Fatores de pressão: Produção norte-americana 2025/26 elevada; nova perspectiva de déficit em 2025/26 bem menos profunda do que o calculado anteriormente; Elevação da produção brasileira de milho. (estimativa USDA).
● Fatores de suporte: Atraso na semeadura brasileira de soja representando algum risco para a janela de plantio do milho de inverno em 2026; Bons números de embarques na semana nos EUA; Previsão de diminuição da área de milho na próxima safra norte-americana. Redução da produção argentina de milho (estimativa USDA).
Brasil
● O mercado físico de soja operou com cautela, refletindo a recente pressão em Chicago, embora já apresente sinais pontuais de recuperação na maioria das regiões. Nos portos, o cenário segue desafiador, com gargalos logísticos e alta nos custos de frete — rodoviário e marítimo — além de seguros mais caros, em meio às incertezas globais. Em Paranaguá, a soja foi negociada a R$ 132,00/sc, com Santos na faixa dos R$ 131,00 /sc.
● No mercado físico, o ritmo de negócios seguiu moderado, com negociações pontuais e maior cautela por parte dos agentes, refletindo as incertezas externas e a volatilidade nos futuros. Em Campinas (base B3), o milho foi indicado entre R$ 72–73/sc, estável na comparação com a sessão anterior, em um ambiente mais pressionado pela melhora da oferta no mercado spot e maior presença de vendedores.
[B]³
● Na B3, o contrato de milho de primeira posição (maio) encerrou o pregão a R$ 71,87/sc, com alta de 0,2% no dia. Já o vencimento setembro/26 fechou a R$ 71,38/sc, registrando elevação de 0,2%, acumulando queda de 0,8% na semana.
⏱️ ATENÇÃO HOJE
✔️ Mercado acompanhando as incertezas quanto à política comercial dos EUA e as desenrolar do conflito no Irã.
✔️Nessa segunda (23), os EUA divulgam os embarques semanais de grãos, indicando a demanda no curto prazo.
✔️A previsão para a próxima semana indica chuva irregular, mas com pancadas e temporais em várias áreas do Centro-Oeste (especialmente MT, GO e partes de MS), enquanto no Sul predominará tendência de volumes abaixo da média, com períodos mais secos e menos chuva frequente (exceto episódios isolados de instabilidade).