☕ DATAGRO Primeira Chamada – Grãos ☕
22 de Julho de 2026
— < Análises DATAGRO > —
SOJA
● A primeira posição da soja na CBOT encerrou a terça-feira (21) em queda de 0,6%, ou 7,00 pontos, a USc 1.219,00/bushel. A posição maio/27 fechou a sessão a USc 1.243,25/bushel, estável no dia. No complexo, o farelo valorizou 1,0%, enquanto o óleo recuou 0,5%. Sem direção clara para a abertura no pregão de hoje, apenas com leve viés de alta.
● Suporte nos últimos dias vindo dos favoráveis números de demanda por produto norte-americano. Além ainda de preocupação com o clima quente em parte da região produtora. Mas a melhora em 1% nas condições das lavouras na semana encerrada em 19/jul trouxe pressão aos preços nesta terça.
● Fatores de pressão: Condições das lavouras ainda positivas nos EUA; exportações latino-americanas em ritmo consistente; estoques trimestrais altos nos EUA.
● Fatores de suporte: esmagamento e exportações EUA aquecidas; bons embarques EUA e BRA na última semana; tratativas com China sobre o retorno das compras e alíquotas; preocupações com áreas de soja no Corn Belt, em especial na parte oeste; compras expressivas chinesas de soja norte-americana confirmadas pelo USDA; potencial retomada do conflito no Irã elevando prêmios de risco para o petróleo; conflito no Mar Negro gerando problemas no escoamento da região – alta no trigo.
MILHO
● O contrato de primeira posição do milho na CBOT encerrou a terça-feira (21) em alta de 0,7%, ou 3,25 pontos, a USc 452,75/bushel. Suporte com a piora em 1% nas condições das lavouras. Também no milho sem direção firme para os preços na abertura desta quarta.
● Fatores de pressão: início da colheita do milho safrinha no Brasil; condições climáticas positivas nos EUA; expectativa de safra cheia na China limitando compras no mercado internacional; colheita avançada na Argentina.
● Fatores de suporte: Retração de área 2026/27; bons embarques na última semana nos EUA; estoques trimestrais altos, mas abaixo das expectativas; preocupações com áreas de milho no Corn Belt; potencial retomada do conflito no Irã elevando prêmios de risco para o petróleo.
Brasil
● Nos portos, as indicações subiram para R$ 146,5-148,00/saca, enquanto, no interior, as referências permaneceram em R$ 126,00/saca em Dourados (MS), R$ 138,00/saca em Uberlândia (MG), R$ 132,00/saca em Rio Verde (GO) e R$ 131,00/saca em Rondonópolis (MT).
● No mercado físico brasileiro, a saca de milho em Campinas (SP) foi indicada entre R$ 64,00 e R$ 65,00/60kg CIF diferido para clientes paulistas, com entrega em 30 dias, enquanto o cereal de outros estados foi cotado entre R$ 66,00 e R$ 68,00/60kg, com ICMS incluso. Os preços seguem pressionados na maioria das praças, com a colheita da safrinha já em 50,3% da área no Centro-Sul e Mato Grosso à frente, com 79,5% finalizados.
[B]³
● Na B3, o primeiro contrato operou em retração de 0,4%, cotado a R$ 69,17/60kg, enquanto Set/27 obteve relativa estabilidade no fechamento diário.
⏱️ ATENÇÃO HOJE
✔️ A onda de calor no Corn Belt cede nesta semana, com frente fria trazendo chuvas ao leste do cinturão entre segunda e terça. Mas ainda com precipitação limitada no oeste, onde a umidade do solo depletada mantém algum estresse sobre lavouras em polinização.
✔️Embarques semanais EUA: Soja: 297 mil t, abaixo do esperado (400–600 mil t) e recuo de 34% na semana. Milho: 1,550 mi t, dentro do esperado (1,4–1,6 mi t) e estáveis na semana.
✔️Condições das lavouras e acompanhamento de safra EUA: Milho: USDA apontou 67% das lavouras em boas/excelentes condições (-1 p.p. na semana), com 59% em embonecamento, trazendo suporte aos preços nesta terça. Soja: USDA indicou 66% das lavouras em boas/excelentes condições (+1 p.p.), com 66% em florescimento e 32% em formação de vagens, trazendo pressão aos preços.
✔️Na segunda (20), exportadores privados reportaram vendas de 264 mil t de soja para a China, 110 mil t para destinos desconhecidos e 100 mil t de milho para a Colômbia (2026/27).
✔️Colheita da safrinha brasileira em 50% da área estimada. MT já finalizando 79,5% das áreas.