Primeira Chamada Grãos 22/05/2026



 

☕ DATAGRO Primeira Chamada – Grãos ☕

22 de Maio de 2026

— < Análises DATAGRO > —

  SOJA

● O contrato de primeira posição da soja na CBOT encerrou a quinta-feira (21) em desvalorização de 0,5%, a USc 1.194,25/bushel. A posição maio/27 decaiu 0,5%. Sem direção clara para a abertura nesta sexta.

● No complexo, o farelo foi desvalorizou 0,8% na sessão, enquanto o óleo decaiu 1,0%.

● Nesta sessão, investidores aproveitaram para realizar lucros após uma semana de ganhos, diante da perspectiva de oferta global farta de soja.

● Fatores de pressão: Trump afirma que a guerra terminará em breve; segundo o novo relatório do Conselho Internacional de Grãos (IGC), a produção mundial de soja deverá alcançar 430 milhões de toneladas em 2025/26, volume 2 milhões de toneladas superior ao projetado no mês passado; previsão de aumento de área para próxima safra norte-americana; na Argentina a Bolsa de Cereales de Buenos Aires revisou para cima sua projeção de produção da safra 2025/26; desvalorização no preço do petróleo pelo segundo dia consecutivo.

● Fatores de suporte: Novos mandatos de biocombustíveis nos EUA; otimismo entorno do cordo comercial entre os EUA e a China, com valores adicionais de US$ 19 bi em 2026, 2027 e 2028; boa evolução do esmagamento nos EUA; USDA apontou que as chuvas recentes no Meio-Oeste norte-americano atrasaram parte das atividades de campo da safra 2026/27; os embarques norte americanos ficaram 62% acima da média das últimas 4 semanas.

 MILHO

● O contrato de primeira posição do milho na CBOT encerrou a quinta-feira (21) em leve desvalorização de 0,4%, a USc 475,25/bushel. Leve viés de baixa para a abertura no pregão de hoje.

● Nesta sessão, os preços do milho foram pressionados pelo bom ritmo de plantio da nova safra nos EUA e pelo fortalecimento do dólar frente às principais moedas globais.

● Fatores de pressão: O Drought Monitor indicou redução na parcela de lavouras de milho sob condições de seca; queda nos preços do petróleo pelo segundo dia consecutivo; mesmo com ajustes, perspectiva de safrinha brasileira ainda cheia; a Bolsa de Cereais de Buenos Aires elevou hoje projeção para a safra 2025/26 de milho da Argentina.

● Fatores de suporte: O USDA reportou que as vendas líquidas de exportação ficaram 71% acima da média histórica; vendas adicionais de 284,1 mil toneladas de milho; acordo entre EUA e China sugerindo compras chinesas de milho na sequência; ritmo lento de embarques brasileiros de milho (34 mil t), volume bem abaixo da média semanal necessária para atingir o total projetado; USDA estima perda de 3,2 milhões de hectares para temporada.

Brasil

● No mercado físico, a soja operou com movimento lateral com viés levemente altista na maioria das praças, acompanhando a leve desvalorização do cambio. Nos portos, o movimento em Paranaguá (PR) foi de leve alta de 0,4%, encerrando à R$ 132,00/sc. Em Santos (SP), o mercado apresentou estabilidade na sessão ao patamar de R$ 131,50/sc.

● No mercado físico, o milho em movimento lateral e baixa liquidez. Em Campinas (SP), produtores e compradores seguem descasados em até R$ 3,00/sc, com muitos agentes aguardando o avanço da colheita para pressionar preços antes de realizar compras. A base de compra CIF ficou estável em R$ 66,00/sc.

[B]³

● Na B3, o primeiro contrato encerrou a R$ 67,33/sc, em leve valorização no pregão.

⏱️ ATENÇÃO HOJE

✔️ As exportações norte-americanas de soja ficaram 62% acima da média das últimas 4 semanas, totalizando 514 mil toneladas (183 mil na semana anterior). No milho, foram 2125 mil t x 685 mil. Ambas as informações vieram bem acima do esperado pelo mercado e foram positivas aos preços.

✔️ A Bolsa de Cereales de Buenos Aires, elevou tanto para soja, quanto para o milho a sua projeção de produção para a safra de 2025/26.

✔️ O levantamento do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) sobre áreas afetadas por seca mostrou melhora nas lavouras de soja, com a parcela em condições de seca recuando de 28% para 27%. No milho, recuo de 26 para 25%.

✔️ A DATAGRO Grãos reduziu nesta semana sua projeção para a colheita da segunda safra de milho, de 114,2 para 112,3 milhões de toneladas, o que configura uma queda de 5% ante a temporada anterior.