Primeira Chamada Grãos 20/03/2026



 

☕ DATAGRO Primeira Chamada – Grãos ☕

20 de Março de 2026

— < Análises DATAGRO > —

  SOJA

● O contrato de primeira posição da soja na CBOT fechou a quinta-feira (19) com leve alta de 0,6%, a US$¢ 1.168,25/bushel. Sem direção clara para a abertura nesta sexta.

● No complexo, o movimento foi misto: o farelo subiu 3,4%, sustentado por demanda mais firme e vendas semanais de 221 mil t, enquanto o óleo recuou 0,5%, pressionado por realização de lucros e pela volatilidade no mercado de energia.

● Fatores de pressão: Condições majoritariamente boas nas lavouras do Brasil e avanço final da colheita; compras chinesas efetivas em ritmo cauteloso; aumento da expectativa de superávit em 2025/26; Previsão de aumento de área para próxima safra Norte-americana; Embarques semanais dos EUA dentro do esperado; Mercado apreensivo com apoio da China ao Irã; Adiamento de encontro entre China e EUA.

● Fatores de suporte: Cotações refletindo notícias favoráveis para a implementação de novos mandatos de bioenergia nos EUA; Bons números de embarques e esmagamento na semana nos EUA; Reunião para discutir o mandato de mistura no CNPE.

 MILHO

● O contrato de primeira posição do milho na CBOT encerrou a quinta-feira (19) em alta de 1,4%, a US$¢ 469,75/bushel, sustentado principalmente pela forte valorização do petróleo ao longo do dia. O movimento reforça a competitividade do etanol de milho nos EUA, dando suporte às cotações. Leve viés de baixa para a abertura no pregão de hoje.

● Fatores de pressão: Produção norte-americana 2025/26 elevada; nova perspectiva de déficit em 2025/26 bem menos profunda do que o calculado anteriormente; Elevação da produção brasileira de milho. (estimativa USDA).

● Fatores de suporte: Atraso na semeadura brasileira de soja representando algum risco para a janela de plantio do milho de inverno em 2026; Bons números de embarques na semana nos EUA; Previsão de diminuição da área de milho na próxima safra norte-americana. Redução da produção argentina de milho (estimativa USDA).

Brasil

● O mercado físico de soja operou com cautela, refletindo a recente pressão em Chicago, embora já apresente sinais pontuais de recuperação na maioria das regiões. Nos portos, o cenário segue desafiador, com gargalos logísticos e alta nos custos de frete — rodoviário e marítimo — além de seguros mais caros, em meio às incertezas globais. Em Paranaguá, a soja foi negociada a R$ 132,00/sc, com Santos na faixa dos R$ 130,00 /sc.

● No mercado físico, o ritmo de negócios seguiu moderado, com negociações pontuais e maior cautela por parte dos agentes, refletindo as incertezas externas e a volatilidade nos futuros. Em Campinas (base B3), o milho foi indicado entre R$ 72–73/sc, estável na comparação com a sessão anterior, em um ambiente mais pressionado pela melhora da oferta no mercado spot e maior presença de vendedores.

[B]³

● Na B3, o contrato de milho de primeira posição (maio) encerrou o pregão a R$ 71,87/sc, com queda de 4,5% no dia, refletindo pressão de curto prazo. Já o vencimento setembro/26 fechou a R$ 71,34/sc, registrando retração de 0,2%.

⏱️ ATENÇÃO HOJE

✔️ Mercado acompanhando as incertezas quanto à política comercial dos EUA e as desenrolar do conflito no Irã.

✔️ Número positivos de embarques semanais e esmagamento de soja nos EUA divulgados na segunda. Por outro lado, pressão na CBOT por pesados embarques no Brasil. Na quarta, reporte de venda nova de 120 mil de farelo pelos EUA para destino não revelado.

✔️ No Brasil, o clima seguirá mais chuvoso nos próximos dias, com zonas de baixa pressão e uma frente fria atuando em grande parte da região produtora. Os volumes serão menos expressivos apenas na região Sul e em São Paulo.

✔️ EUA divulgam o relatório semanal de vendas externas. Positivo para milho (1,1 mi de t) e fraco para soja (298 mil t), com poucas vendas para China

✔️ Números da super-quarta: nos EUA, conforme o esperado, a taxa básica de juros permaneceu entre 3,5 e 3,75%. No Brasil o Copom reduziu a Selic em 0,25%, para 14,75%, também dentro o esperado.