☕ DATAGRO Primeira Chamada – Grãos ☕
19 de Março de 2026
— < Análises DATAGRO > —
SOJA
● O contrato de primeira posição da soja na CBOT encerrou a quarta-feira (18) com leve alta de 0,4%, a US$c 1.161,75/bushel. Segue com suporte para a abertura nesta quarta, alavancado pelo farelo.
● No complexo, o movimento foi misto: o farelo avançou 3,2%, refletindo demanda mais firme, enquanto o óleo recuou 0,5%, pressionado por realização e volatilidade no setor energético.
● Fatores de pressão: Condições majoritariamente boas nas lavouras do Brasil e avanço final da colheita; compras chinesas efetivas em ritmo cauteloso; aumento da expectativa de superávit em 2025/26; Previsão de aumento de área para próxima safra Norte-americana; Embarques semanais dos EUA dentro do esperado; Mercado apreensivo com apoio da China ao Irã; Adiamento de encontro entre China e EUA.
● Fatores de suporte: Cotações refletindo notícias favoráveis para a implementação de novos mandatos de bioenergia nos EUA; Bons números de embarques e esmagamento na semana nos EUA; Reunião para discutir o mandato de mistura no CNPE.
MILHO
● O contrato de primeira posição do milho na Chicago Board of Trade encerrou a quarta-feira (18) em alta de 2,0%, cotado a US$c 463,25/bushel. O movimento foi sustentado principalmente pelo mercado energético, com o petróleo em forte valorização ao longo do dia. Também com viés de alta para a abertura no pregão de hoje.
● Fatores de pressão: Produção norte-americana 2025/26 elevada; nova perspectiva de déficit em 2025/26 bem menos profunda do que o calculado anteriormente; Elevação da produção brasileira de milho. (estimativa USDA).
● Fatores de suporte: Atraso na semeadura brasileira de soja representando algum risco para a janela de plantio do milho de inverno em 2026; Bons números de embarques na semana nos EUA; Previsão de diminuição da área de milho na próxima safra norte-americana. Redução da produção argentina de milho (estimativa USDA).
Brasil
● O mercado físico de soja operou com cautela, ainda refletindo a recente pressão vinda de Chicago e a volatilidade do cenário externo, embora já apresente sinais pontuais de recuperação de preços na maioria das regiões. Nos portos, o ambiente segue desafiador, com gargalos logísticos e elevação nos custos de frete — tanto rodoviário quanto marítimo — além de seguros mais caros, em meio às incertezas no comércio global. Em Porto de Paranaguá, a soja foi negociada a R$ 129,50/sc, enquanto no Porto de Santos os preços também giraram em torno de R$ 129,50/sc.
● No mercado físico, o ritmo de negócios seguiu moderado, com negociações pontuais, refletindo a cautela diante das incertezas externas e da volatilidade nos futuros. Em Campinas (base B3), o milho foi indicado próximo de R$ 73,00/sc, estável na comparação com a sessão anterior, em um ambiente já mais pressionado pela melhora da oferta no mercado spot.
[B]³
● Na B3, o contrato de milho de primeira posição (maio) encerrou o pregão a R$ 72,34/sc, com queda de 3,9% no dia, refletindo pressão de curto prazo. Já o vencimento setembro/26 fechou a R$ 71,34/sc, registrando alta de 1,1%, indicando uma curva mais firme nos prazos mais longos.
⏱️ ATENÇÃO HOJE
✔️ Mercado acompanhando as incertezas quanto à política comercial dos EUA e as desenrolar do conflito no Irã.
✔️ Número positivos de embarques semanais e esmagamento de soja nos EUA divulgados na segunda. Por outro lado, pressão na CBOT por pesados embarques no Brasil. Reportada venda nova de 120 mil de farelo pelos EUA para destino não revelado.
✔️ No Brasil, o clima seguirá mais chuvoso nos próximos dias, com zonas de baixa pressão e uma frente fria atuando em grande parte da região produtora. Os volumes serão menos expressivos apenas na região Sul e em São Paulo.
✔️ Nessa quinta-feira (19), os EUA divulgam o relatório semanal de vendas externas.
✔️ Números desta super-quarta: nos EUA, conforme o esperado, a taxa básica de juros permaneceu entre 3,5 e 3,75%. No Brasil o Copom reduziu a Selic em 0,25%, para 14,75%, também dentro o esperado.