☕ DATAGRO Primeira Chamada – Grãos ☕
18 de Junho de 2026
— < Análises DATAGRO > —
SOJA
● A primeira posição da soja na CBOT encerrou a quarta-feira (17) em alta de 0,2%, a USc 1.132,00/bushel. No complexo, o farelo apresentou relativa estabilidade, enquanto o óleo retraiu 1,9%, acompanhando as perdas do petróleo no mercado internacional.
● Neste pregão, os preços da soja encontraram suporte na aquecida demanda internacional. Sem direção clara para a abertura nesta quinta.
● Fatores de pressão: Avanços das negociações para um cessar-fogo entre os EUA e Irã; desvalorização do petróleo no mercado internacional; melhora nas condições climáticas dos EUA; relatório mensal do USDA.
● Fatores de suporte: A demanda aquecida pelo grão norte americanos; vendas de 372 mil toneladas para destinos não revelados; Desvalorização do dólar no cenário internacional; Rumores sobre novas compras chinesas.
MILHO
● O contrato de primeira posição do milho na CBOT encerrou a quarta-feira (16) em valorização de 1,8%, a USc 421,00/bushel. Suporte vindo da forte alta do trigo, embalado por expectativa de demanda por produto norte-americano + chamada de onda de calor nas Planícies do Sul. Leve viés de baixa para a abertura no pregão de hoje.
● Fatores de pressão: desvalorização do petróleo no mercado internacional; início da colheita do milho safrinha no Brasil; relatório mensal do USDA; expectativas de uma safra de grãos cheia.
● Fatores de suporte: Desvalorização do dólar no cenário internacional; de acordo com USDA, o excesso de chuvas tem atrasado os trabalhos de campo; Avanço das negociações entre EUA e Irã.
Brasil
● No mercado físico brasileiro, a soja operou em baixa entre as praças. Nos portos, em Paranaguá (PR) a saca desvalorizou e foi negociada em R$ 133,00, em Santos (SP) a desvalorização foi de 0,7% a R$ 133,00. No Centro-Oeste, as cotações ficaram estáveis: Rio Verde (GO) a R$ 116,00/60kg, enquanto Rondonópolis (MT) a R$ 112,00/60kg, e Dourados (MS) a R$ 115,00/60kg.
● No mercado físico brasileiro, a saca de milho em Campinas (SP) é indicada R$ 64,00/60kg CIF diferido, valorizando 1,6% no pregão. O ambiente segue marcado por parcimônia nas compras e vendas lentas, com o poder de negociação concentrado na ponta compradora. A chegada progressiva da safrinha ao mercado, somada aos amplos estoques de passagem, limita um movimento maior de recuperação nos preços internos e mantém os agentes cautelosos na definição de novos negócios.
[B]³
● Na B3, o contrato de primeira posição registrou relativa estabilidade no pregão. Enquanto o contrato de setembro/26 obteve leve alta.
⏱️ ATENÇÃO HOJE
✔️Demanda EUA. Nesta quinta sai o relatório semanal de registros de exportação dos EUA. O USDA anunciou uma venda de 372 mil t para destinos não revelados, sendo 60 mil t destinadas ao ano comercial 2025/26 e 312 mil t para 2026/27. Rumores de que seriam compras chinesas.
✔️As condições no Corn Belt seguem no radar dos investidores. Segundo o boletim diário do USDA, tempestades têm provocado atrasos pontuais nos trabalhos de campo.
✔️ Safrinha Brasil: início da colheita de segunda-safra com 6,4% da área colhida x 6,5% em 2025 x 6,6% na média de 5 anos. MT liderando, seguido de PR, MS e MG.
✔️ Acompanhar detalhes do acordo de paz entre EUA e Irã.
✔️ A China poderá ampliar as compras de produtos agrícolas norte-americanos. Apesar do acordo comercial firmado entre Washington e Pequim em maio, os agentes ainda aguardam operações mais relevantes entre os dois países.
✔️ Conforme o esperado nesta super quarta, o FED manteve os juros nos EUA em 3,5 a 3,75%. Já no Brasil, o Copom reduziu a Selic em 0,25%, para 14,25% ao ano.