Primeira Chamada Grãos 18/05/2026



 

☕ DATAGRO Primeira Chamada – Grãos ☕

18 de Maio de 2026

— < Análises DATAGRO > —

  SOJA

● O contrato de primeira posição da soja na CBOT encerrou a sexta-feira (15) em desvalorização expressiva de 1,3%, a USc 1.177,00/bushel. A posição maio/27 decaiu 0,9%. A primeira posição acumula queda de 1,4% na semana.

● No complexo, o farelo também mostrou uma queda expressiva de 2,5% na sessão, mas com uma valorização de 3,7% no acumulado semanal, enquanto o óleo decaiu 0,6% na semana.

● Fatores de pressão: Condições majoritariamente boas nas lavouras do Brasil e avanço final da colheita; compras chinesas efetivas em ritmo cauteloso; previsão de aumento de área para próxima safra norte-americana; melhora de chuvas no Corn Belt antes do plantio da safra 2026/27; embarques brasileiros aquecidos; bom avanço do plantio de soja norte-americano; Embarques semanais norte-americanos positivos na semana; Vendas semanais norte-americanas mais fracas; Quebra de expectativas em meio ao encontro de Trump com o presidente chinês e o aumento das compras de soja.

● Fatores de suporte: Novos mandatos de biocombustíveis nos EUA; Encontro entre os presidentes dos EUA e da China; Resultado de área EUA 2026/27 abaixo do esperado; embarques semanais dos EUA dentro do esperado; greve na Argentina prejudica escoamento de farelo de soja; Bom número de esmagamento nos EUA; Venda individual de soja no volume de 252 mil t para destinos desconhecidos.

 MILHO

● O contrato de primeira posição do milho na CBOT encerrou a sexta-feira (15) com baixa expressiva de 2,5%, a USc 455,75/bushel, acumulando desvalorização de 1,0% no semanal.

● Fatores de pressão: Produção norte-americana 2025/26 elevada; perspectiva de safrinha brasileira cheia; melhora de chuvas no Corn Belt antes do plantio da safra 2026/27; plantio norte-americano acelerado; recuperação das condições de solo a tempo do plantio nos EUA; embarques brasileiros aquecidos na entressafra; vendas semanais dos EUA abaixo das expectativas do mercado.

● Fatores de suporte: Boa demanda pelo produto norte-americano, embarques semanais dos EUA aquecidos; Volatilidade do petróleo com suporte via biocombustíveis. Vendas individuais na semana, 380 mil t para o México e 128 mil t para a Coreia do Sul.

Brasil

● No mercado físico, a soja operou com movimento lateral com viés de baixa em algumas praças, acompanhando a desvalorização da CBOT e reforçada pelo reajuste do câmbio no dia, que contribuiu para reduzir a competitividade da oleaginosa brasileira. Porém, nos portos, o movimento foi positivo: Paranaguá (PR) encerrou em valorização, a R$ 131,00/sc, Santos (SP) decaiu, avançou para o patamar de R$ 129,00/sc.

● No mercado físico, o milho operou com liquidez restrita e negócios travados. Em Campinas (SP), produtores e compradores seguem descasados em até R$ 3,00/sc, com muitos agentes aguardando o avanço da colheita para pressionar preços antes de realizar compras. O mercado opera na faixa de R$ 65,00–66,00/sc, com indicações de compradores a R$ 65,00/sc CIF indústria para prazo de 30 dias — e sinalizações de ofertas abaixo desse patamar, evidenciando o viés baixista no curto prazo.

[B]³

● Na B3, o primeiro contrato encerrou a R$ 65,22/sc, em relativa estabilidade na sessão. Desde o início da semana, o contrato acumula queda de 1,2%.

⏱️ ATENÇÃO HOJE

✔️ Mercado acompanhando possível acordo de paz entre EUA e irã.

✔️ Acompanhar o comportamento do clima nos EUA. Nesta semana, as temperaturas devem se recuperar no Corn Belt após período de frio, favorecendo o avanço do plantio. As chuvas devem ser leves e esparsas na região, sem volumes significativos previstos.

✔️ Monitorar o clima no Brasil. Depois das chuvas do final de semana, o clima deve permanecer úmido e frio em grande parte da região produtora. O atrapalharia a finalização da colheita de verão, mas favoreceria o desenvolvimento das lavouras de inverno.

✔️ Nesta segunda, acompanhar o relatório de embarques semanais nos EUA e no Brasil. E as condições/estágios das lavouras norte-americanas.