Primeira Chamada Grãos 17/07/2026



 

☕ DATAGRO Primeira Chamada – Grãos ☕

17 de Julho de 2026

— < Análises DATAGRO > —

  SOJA

● A primeira posição da soja na CBOT encerrou a quinta-feira (16) em queda de 0,6%, ou 7,25 pontos, a USc 1.195,00/bushel, acumulando ganho de 0,3% desde sexta-feira (10). A posição maio/27 fechou a sessão a USc 1.219,25/bushel, com recuo de 0,5% no dia. Sem direção clara para a abertura no pregão de hoje, apenas com leve tendência de alta.

● No complexo, o farelo valorizou 1,3%, enquanto o óleo avançou 0,3%.

● Fatores de pressão: Condições das lavouras ainda positivas nos EUA; exportações latino-americanas em ritmo consistente; estoques trimestrais altos nos EUA.

● Fatores de suporte: esmagamento e exportações EUA aquecidas; bons embarques EUA e BRA na última semana; tratativas com China sobre o retorno das compras e alíquotas; preocupações com áreas de soja no Corn Belt, em especial na parte oeste; compras expressivas chinesas de soja norte-americana confirmadas pelo USDA; potencial retomada do conflito no Irã elevando prêmios de risco para o petróleo; conflito no Mar Negro gerando problemas no escoamento da região – alta no trigo.

 MILHO

● O contrato de primeira posição do milho na CBOT encerrou a quinta-feira (16) em queda de 1,3%, ou 6,00 pontos, a USc 441,50/bushel, acumulando ganho de 0,8% desde sexta-feira (10). Também sem tendência definida, mas com leve viés de baixa para a abertura nesta sexta.

● Fatores de pressão: início da colheita do milho safrinha no Brasil; condições climáticas positivas nos EUA; expectativa de safra cheia na China limitando compras no mercado internacional; colheita avançada na Argentina.

● Fatores de suporte: Retração de área 2026/27; bons embarques na última semana nos EUA; estoques trimestrais altos, mas abaixo das expectativas; preocupações com áreas de milho no Corn Belt; potencial retomada do conflito no Irã elevando prêmios de risco para o petróleo.

Brasil

● No mercado físico brasileiro, a soja operou mista, mas com vários fundamentos atuando nos preços. As referências de preço nos portos oscilaram entre R$ 143,00 e R$ 145,00/60kg. Enquanto no interior, Dourados (MS) é precificada em R$ 123,00/60kg, Uberlândia (MG) a R$ 135,00/60kg e Rio verde (GO) com negócios aos R$ 130,00/60kg.

● No mercado físico brasileiro, a saca de milho em Campinas (SP) foi indicada entre R$ 64,00 e R$ 65,00/60kg CIF diferido para clientes paulistas, com entrega em 30 dias, enquanto o produto oriundo de outros estados foi cotado entre R$ 66,00 e R$ 68,00/60kg, já com ICMS incluso. Os preços seguem pressionados em praticamente todas as regiões produtoras.

[B]³

● Na B3, o contrato de primeira posição registrou estabilidade neste pregão, a R$ 64,61/60kg. Já a posição de setembro/26 encerrou com valorização de 0,4%.

⏱️ ATENÇÃO HOJE

✔️ Clima – Corn Belt: para a próxima semana são esperados calor acima da média (máximas ≥35°C por 3+ dias) e chuvas limitadas nas principais regiões produtoras, coincidindo com a polinização do milho — cenário de suporte no curto prazo para Chicago.

✔️ Greve nos portos, com caminhoneiros bloqueando fluxo.

✔️ Esmagamento mensal dos EUA acima das expectativas do mercado. Em junho foram esmagadas 5,83 mi de t, +16% ante junho/25.

✔️ Acompanhar a demanda nos EUA. Os relatórios de embarques semanais e esmagamento foram favoráveis aos mercados de soja e milho. Juntamente, vendas semanais mostraram bons volumes, com China presente no comércio de soja dos EUA, em 1,7 mi de t na safra nova, sendo mais de 1,0 mi de t da China. No milho, foram cerca de 300 mi de t da safra velha e mais 300 na nova.