Primeira Chamada Grãos 16/07/2026



 

☕ DATAGRO Primeira Chamada – Grãos ☕

16 de Julho de 2026

— < Análises DATAGRO > —

  SOJA

● A primeira posição da soja na CBOT encerrou a quarta-feira (15) em alta de 0,8%, ou 9,50 pontos, a USc 1.202,25/bushel, acumulando ganho de 0,5% desde sexta-feira (10). A posição maio/27 fechou a sessão a USc 1.225,00/bushel, com avanço de 0,9% no dia. Suporte vindo basicamente das fortes altas do milho e, especialmente, trigo. Leve viés de alta para a abertura nesta quinta.

● No complexo, o farelo valorizou 0,5%, enquanto o óleo avançou 0,7%.

● Fatores de pressão: Condições das lavouras ainda positivas nos EUA; exportações latino-americanas em ritmo consistente; estoques trimestrais altos nos EUA.

● Fatores de suporte: esmagamento e exportações EUA aquecidas; bons embarques EUA e BRA na última semana; tratativas com China sobre o retorno das compras e alíquotas; preocupações com áreas de soja no Corn Belt, em especial na parte oeste; compras expressivas chinesas de soja norte-americana confirmadas pelo USDA; potencial retomada do conflito no Irã elevando prêmios de risco para o petróleo; conflito no Mar Negro gerando problemas no escoamento da região – alta no trigo.

 MILHO

● O contrato de primeira posição do milho na CBOT encerrou a quarta-feira (15) em alta de 2,1%, ou 9,00 pontos, a USc 447,50/bushel, acumulando ganho de 2,1% desde sexta-feira (10). Alta do trigo puxando demais commodities, com problemas no escoamento do trigo russo. Leve suporte para a abertura no pregão de hoje.

● Fatores de pressão: início da colheita do milho safrinha no Brasil; condições climáticas positivas nos EUA; expectativa de safra cheia na China limitando compras no mercado internacional; colheita avançada na Argentina.

● Fatores de suporte: Retração de área 2026/27; bons embarques na última semana nos EUA; estoques trimestrais altos, mas abaixo das expectativas; preocupações com áreas de milho no Corn Belt; potencial retomada do conflito no Irã elevando prêmios de risco para o petróleo.

Brasil

● No mercado físico brasileiro, a soja operou mista, mas com vários fundamentos atuando nos preços. As referências de preço nos portos oscilaram entre R$ 140,00 e R$ 144,00/60kg. Enquanto no interior, Dourados (MS) é precificada em R$ 123,00/60kg, Uberlândia (MG) a R$ 135,00/60kg e Rio verde (GO) com negócios aos R$ 130,00/60kg.

● No mercado físico brasileiro, a saca de milho em Campinas (SP) foi indicada entre R$ 63,00 e R$ 64,00/60kg CIF diferido, estável no dia e na semana. Os agentes seguem retraídos, aguardando a chegada de maiores volumes com o avanço da colheita da safrinha, movimento que tende a ampliar a disponibilidade de grão no mercado interno nas próximas semanas.

[B]³

● Na B3, o contrato de primeira posição registrou alta diária de 0,4% neste pregão, a R$ 64,61/60kg, puxado pela alta no mercado internacional (CBOT). Já a posição de setembro/26 encerrou com valorização de 1,1%.

⏱️ ATENÇÃO HOJE

✔️ Clima – Corn Belt: para a próxima semana são esperados calor acima da média (máximas ≥35°C por 3+ dias) e chuvas limitadas nas principais regiões produtoras, coincidindo com a polinização do milho — cenário de suporte no curto prazo para Chicago.

✔️ Greve nos portos, com caminhoneiros bloqueando fluxo.

✔️ Esmagamento mensal dos EUA acima das expectativas do mercado. Em junho foram esmagadas 5,83 mi de t, +16% ante junho/25.

✔️ NAcompanhar a demanda nos EUA. Os relatórios de embarques semanais e esmagamento foram favoráveis aos mercados de soja e milho. Nessa quinta-feira (16) sai o relatório semanal de registros de exportação.