☕ DATAGRO Primeira Chamada – Grãos ☕
16 de Abril de 2026
— < Análises DATAGRO > —
SOJA
● O contrato de primeira posição da soja na CBOT encerrou a quarta-feira (15) em alta de 0,8%, cotado a US¢ 1.167,00/bushel, com a posição julho avançando 0,9%, em um movimento de recuperação após duas sessões mais pressionadas. O avanço esteve associado a ajustes técnicos e ao suporte da demanda, assim suportado pela dinâmica dos subprodutos.
● No complexo soja, o movimento foi positivo, com elevação de 1,4% no farelo e alta de 1,6% no óleo, reforçando o viés de recuperação ao longo do pregão.
● Fatores de pressão: Condições majoritariamente boas nas lavouras do Brasil e avanço final da colheita; compras chinesas efetivas em ritmo cauteloso; previsão de aumento de área para próxima safra norte-americana; mercado apreensivo com apoio da China ao Irã; melhora de chuvas no Corn Belt antes do plantio da safra 2026/27; embarques brasileiros aquecidos; redução da projeção USDA de estoques finais 2025/26; bom avanço do plantio de soja norte-americano.
● Fatores de suporte: Novos mandatos de biocombustíveis nos EUA; nova data para encontro entre os presidentes dos EUA e da China; de área EUA 2026/27 abaixo do esperado; embarques semanais dos EUA dentro do esperado; greve na Argentina prejudica escoamento de farelo de soja; Bom número de esmagamento nos EUA.
MILHO
● O contrato de primeira posição do milho na CBOT encerrou a quarta-feira (15) com alta de 1,9%, a US¢ 451,25/bushel.
● Fatores de pressão: Produção norte-americana 2025/26 elevada; perspectiva de safrinha brasileira cheia; melhora de chuvas no Corn Belt antes do plantio da safra 2026/27; plantio norte-americano acelerado; recuperação das condições de solo a tempo do plantio nos EUA; embarques brasileiros aquecidos na entressafra.
● Fatores de suporte: Boa demanda pelo produto norte-americano, embarques semanais aquecidos. Com reporte de vendas novas de 316 mil t de milho para o México e mais 120 mil t para destinos não revelados.
Brasil
● O mercado físico de soja apresentou movimento cauteloso, com liquidez baixa. A desvalorização do câmbio gerou pressão sobre as cotações domésticas, ainda mais com retração em Chicago.
● No mercado físico de milho, o ritmo de negociações perdeu força neste pregão, refletindo menor liquidez e um apetite comprador mais contido. A desvalorização do dólar frente ao real exerceu pressão adicional sobre os preços domésticos.
[B]³
● Na B3, o contrato de milho de primeira posição encerrou o pregão a R$ 66,23/60kg, após recuo de 1,6% nesta sessão. O contrato de Setembro/26 também obteve queda de 0,7%. As cotações foram pressionadas pela desvalorização do dólar norte-americano frente ao real, fator que reduz a competitividade das exportações brasileiras.
⏱️ ATENÇÃO HOJE
✔️ Mercado acompanhando as incertezas quanto à política comercial dos EUA e ao desenrolar do conflito no Irã.
✔️ A previsão desta semana indica tempo seco predominante no Sul e Sudeste. Além de GO e BA. Em todos os casos apenas com chuvas isoladas. Chuvas de maior volume são esperadas apenas no MA, MS e MT, a partir desta terça. Clima no geral favorecendo a colheita de verão. Mas com preocupação para safra de inverno.
✔️ Embarques de soja (815 mil t) e milho (1,78 mi de t) dos EUA dentro das expectativas de mercado, mas pelo elevado volume, foram considerados positivos aos preços.
✔️ Número de esmagamento publicado pelo NOPA de novo positivo para as cotações.
✔️ Avanço inicial do plantio das lavouras nos EUA, chegando a 5% no milho (4% na média de 5 anos) e 6% na soja (2%).
✔️ Nessa quinta-feira (16), os EUA divulgam seu relatório de vendas para exportação, dando o passo da demanda no curto prazo.