Primeira Chamada Grãos 16/03/2026



 

☕ DATAGRO Primeira Chamada – Grãos ☕

16 de Março de 2026

— < Análises DATAGRO > —

  SOJA

● O contrato de primeira posição da soja negociado na Chicago Board of Trade (CBOT) encerrou a sessão desta sexta-feira (13) em leve baixa de 0,2%, cotado a US$¢ 1.211,00/bushel. Apesar do recuo no dia, o contrato acumula valorização de 2,2% na semana, desde sexta-feira (6).

● No complexo soja, o movimento também foi positivo no acumulado semanal. O farelo de soja encerrou o dia praticamente estável, mas registrou alta de 2,2% na semana, enquanto o óleo de soja apresentou ganho semanal de 1,3%.

● Fatores de pressão: Condições majoritariamente boas nas lavouras do Brasil e avanço da colheita; compras chinesas efetivas em ritmo cauteloso; aumento da expectativa de superávit em 2025/26; Previsão de aumento de área para próxima safra Norte-americana; Embarques semanais dos EUA dentro do esperado; Mercado apreensivo com apoio da China ao Irã.

● Fatores de suporte: Cotações refletindo notícias favoráveis para a implementação de novos mandatos de bioenergia nos EUA; Bons números de embarques na semana nos EUA; Ligação entre Trump e Xi; Retirada de tarifas entre Índia e EUA; greve na Argentina; Reunião para discutir o mandato de mistura no CNPE.

 MILHO

● O contrato de primeira posição do milho negociado na Chicago Board of Trade (CBOT) encerrou a sessão desta sexta-feira (13) em alta de 0,9%, cotado a US$¢ 452,50 por bushel. Desde sexta-feira (6), o contrato acumula valorização de 1,2%, mantendo o viés positivo observado ao longo dos últimos pregões.

● Fatores de pressão: Produção norte-americana 2025/26 elevada; nova perspectiva de déficit em 2025/26 bem menos profunda do que o calculado anteriormente; Elevação da produção brasileira de milho. (estimativa USDA).

● Fatores de suporte: Atraso na semeadura brasileira de soja representando algum risco para a janela de plantio do milho de inverno em 2026; Bons números de embarques na semana nos EUA; Previsão de diminuição da área de milho na próxima safra norte-americana. Redução da produção argentina de milho (estimativa USDA).

Brasil

● O mercado interno de soja em grão apresentou movimentação cautelosa, acompanhando a volatilidade do mercado externo. Nos portos, o cenário foi marcado por dificuldades logísticas e elevação nos custos de frete marítimo e seguros, em meio às incertezas no comércio internacional. No Porto de Paranaguá, a soja foi negociada a R$ 132,00 por saca, enquanto no Porto de Santos a referência também ficou em R$ 132,00 por saca.

● No mercado físico, o ritmo de negócios permaneceu moderado, com negociações pontuais e comercialização gradual, refletindo a cautela dos agentes diante das incertezas no cenário externo e da volatilidade observada nos mercados futuros. Em Campinas, referência para os contratos futuros da B3, a cotação ficou próxima de R$ 75,00 por saca, sustentada pela oferta restrita no mercado spot.

[B]³

● Na Bolsa Brasileira, o contrato de milho de primeira posição encerrou a sessão a R$ 71,87/saca, em alta de 0,1% dia, enquanto o vencimento setembro/26 fechou em R$ 71,66 /saca., acumulando alta de 0,7%, semanalmente 1,1%.

⏱️ ATENÇÃO HOJE

✔️ Mercado acompanhando as incertezas quanto à política comercial dos EUA e as desenvolturas do conflito no Irã.

✔️ Cargill suspende temporariamente os embarques de soja para China, após mudanças na inspeção fitossanitária pelo governo brasileiro. Várias tradings fora de mercado na última semana.

✔️Nessa segunda monitorar os dados de embarques semanais dos EUA. E de embarques semanais no Brasil.

✔️Nos próximos dias, o clima seguirá mais chuvoso, com zonas de baixa pressão e uma frente fria atuando em boa parte do centro-sul.