Primeira Chamada Grãos 14/07/2026



 

☕ DATAGRO Primeira Chamada – Grãos ☕

14 de Julho de 2026

— < Análises DATAGRO > —

  SOJA

● A primeira posição da soja na CBOT encerrou a segunda-feira (13) em alta de 0,5%, ou 5,50 pontos, a USc 1.202,00/bushel. A posição maio/27 fechou a sessão a USc 1.217,25/bushel, com avanço de 0,4% no dia. Suporte em cima das preocupações com clima quente nos EUA e boas notícias de demanda. Chamada de baixa para a abertura nesta terça.

● No complexo, o farelo recuou 1,9%, enquanto o óleo avançou 3,1%.

● Fatores de pressão: Condições das lavouras ainda positivas nos EUA; exportações latino-americanas em ritmo consistente; estoques trimestrais altos nos EUA.

● Fatores de suporte: esmagamento e exportações EUA aquecidas; bons embarques EUA e BRA na última semana; tratativas com China sobre o retorno das compras e alíquotas; preocupações com áreas de soja no Corn Belt, em especial na parte oeste; compras expressivas chinesas de soja norte-americana confirmadas pelo USDA; potencial retomada do conflito no Irã elevando prêmios de risco para o petróleo.

 MILHO

● O contrato de primeira posição do milho na CBOT encerrou a segunda-feira (13) em queda de 0,1%, ou 0,25 ponto, a USc 437,75/bushel. Suporte por alta no petróleo, firme demanda, e atenção ao clima nos EUA. Pressão por realizações de lucro. Tendência de queda para a abertura no pregão de hoje.

● Fatores de pressão: início da colheita do milho safrinha no Brasil; condições climáticas positivas nos EUA; expectativa de safra cheia na China limitando compras no mercado internacional; colheita avançada na Argentina.

● Fatores de suporte: Retração de área 2026/27; bons embarques na última semana nos EUA; estoques trimestrais altos, mas abaixo das expectativas; preocupações com áreas de milho no Corn Belt; potencial retomada do conflito no Irã elevando prêmios de risco para o petróleo.

Brasil

● No mercado físico brasileiro, a soja operou positiva, com suporte pela forte subida na CBOT, câmbio e petróleo. As referências de preço nos portos oscilaram entre R$ 143,00 e R$ 144,00/60kg. Enquanto no interior no país, Rondonópolis (MT) foi cotada a R$ 121,00/60kg, Dourados (MS) é precificada em R$ 124,00/60kg, já em Uberlândia (MG) a oleaginosa é cotada a R$ 132,00/60kg, todas em viés positivo.

● No mercado físico brasileiro, a saca de milho em Campinas (SP) foi indicada entre R$ 63,00 e R$ 64,00/60kg CIF diferido, estável no dia e na semana. Agentes se mostram retraídos, aguardando a aproximação de maiores volumes com a colheita do milho safrinha, com grande parte da comercialização aguardando maiores quedas nos preços.

[B]³

● Na B3, o contrato de primeira posição registrou virtual estabilidade neste pregão, a R$ 64,74/60kg, ainda que com viés de baixa. Já a posição de setembro/26 encerrou com valorização de 0,8%.

⏱️ ATENÇÃO HOJE

✔️ Clima – Corn Belt: para os próximos dias é esperado calor acima da média (máximas ≥35°C por 3+ dias) e chuvas limitadas nas principais regiões produtoras, coincidindo com a polinização do milho — cenário de suporte no curto prazo para Chicago.

✔️ Embarques Brasil na semana até 10 de jul: Soja 3478 mil toneladas, acumulando 72689 mil desde 1/fev x 68231 mil em 2025; Milho 399 mil t, acumulando 4215 mil t (3229 mil t).

✔️ Embarques norte-americanos aquecidos na semana: milho em 1,540 mi t, dentro da faixa esperada mas acima da média necessária para atingir a projeção total; soja em 419 mil t, também dentro da faixa e acima da média semanal necessária.

✔️ Milho: embonecamento em 34% (vs. 30% da média de 5 anos) e espigamento 6% x 5%(; condição boa/excelente em 68%, ante 67% na semana anterior e 74% no ano passado.

✔️ Soja: florescimento em 50% (44) e formação de vagens em 19% (13); condição boa/excelente em 65%, ante 64% na semana anterior e 70% no ano passado.