☕ DATAGRO Primeira Chamada – Grãos ☕
13 de Maio de 2026
— < Análises DATAGRO > —
SOJA
● O contrato de primeira posição da soja na CBOT encerrou a terça-feira (12) com alta de 1,1%, a USc 1.213,50/bushel. A posição maio/27 acompanhou o movimento, encerrando com valorização de 0,9%. Leve viés de alta na abertura desta quarta.
● No complexo, o farelo avançou 1,5% e o óleo fechou em alta de 2,2%, acompanhando o petróleo.
● Fatores de pressão: Condições majoritariamente boas nas lavouras do Brasil e avanço final da colheita; compras chinesas efetivas em ritmo cauteloso; previsão de aumento de área para próxima safra norte-americana; melhora de chuvas no Corn Belt antes do plantio da safra 2026/27; embarques brasileiros aquecidos; bom avanço do plantio de soja norte-americano; Embarques semanais norte-americanos positivos na semana.
● Fatores de suporte: Novos mandatos de biocombustíveis nos EUA; Encontro entre os presidentes dos EUA e da China; Resultado de área EUA 2026/27 abaixo do esperado; embarques semanais dos EUA dentro do esperado; greve na Argentina prejudica escoamento de farelo de soja; Bom número de esmagamento nos EUA.
MILHO
● O contrato de primeira posição do milho na CBOT encerrou a terça-feira (12) com alta de 1,4%, a USc 467,25/bushel, sustentado pela disparada do trigo e pelo avanço do petróleo. Tendência de algum suporte para a abertura no pregão de hoje.
● Fatores de pressão: Produção norte-americana 2025/26 elevada; perspectiva de safrinha brasileira cheia; melhora de chuvas no Corn Belt antes do plantio da safra 2026/27; plantio norte-americano acelerado; recuperação das condições de solo a tempo do plantio nos EUA; embarques brasileiros aquecidos na entressafra.
● Fatores de suporte: Boa demanda pelo produto norte-americano, embarques semanais dos EUA aquecidos; Volatilidade do petróleo com suporte via biocombustíveis. Vendas individuais na semana, 380 mil t para o México e 128 mil t para a Coreia do Sul.
Brasil
● No mercado físico, a soja operou com viés altista, acompanhando a valorização da CBOT, ainda que o avanço tenha sido parcialmente contido pelo comportamento do câmbio. Nos portos, o movimento foi positivo: Paranaguá (PR) encerrou com estabilidade a R$ 131,00/sc, enquanto Santos (SP) avançou 0,4%, encerrando ao patamar de R$ 130,50/sc.
● No mercado físico, o milho operou com liquidez restrita e negócios travados. Em Campinas (SP), produtores e compradores seguem descasados em até R$ 3,00/sc, com muitos agentes aguardando o avanço da colheita para pressionar preços antes de realizar compras. O mercado opera na faixa de R$ 65,00–66,00/sc, com indicações de compradores a R$ 65,00/sc CIF indústria para prazo de 30 dias — e sinalizações de ofertas abaixo desse patamar, evidenciando o viés baixista no curto prazo.
[B]³
● Na B3, o primeiro contrato encerrou a R$ 65,79/sc, em queda de 0,3% na sessão.
⏱️ ATENÇÃO HOJE
✔️ Mercado acompanhando possível acordo de paz entre EUA e irã.
✔️ Acompanhar o comportamento do clima nos EUA. Nesta semana, as temperaturas devem se recuperar no Corn Belt após período de frio, favorecendo o avanço do plantio. As chuvas devem ser leves e esparsas na região, sem volumes significativos previstos.
✔️ Monitorar o clima no Brasil. Depois das chuvas do final de semana, o clima deve permanecer seco em grande parte da região produtora. Pelo menos com diminuição nas temperaturas. No geral quadro um pouco melhor para as lavouras de inverno. Mas a expectativa é de chuvas gerais favoráveis a partir da sexta.
✔️ WASDE maio — Milho 2026/27 EUA: produção projetada em 406,29 mi de t e estoques finais de 49,71 mi de t. Brasil 139 mil t.
✔️ WASDE maio — Soja 2026/27 EUA: produção projetada em 120,70 mi de t e estoques finais de 8,44 mi de t. Brasil 186,00 mi de t.
✔️ Essa semana o mercado acompanha a divulgação dos dados de esmagamento dos EUA pelo Nopa, dia 15. Além do encontro entre os presidentes dos EUA e China, na quinta.