Primeira Chamada Grãos 12/06/2026



 

☕ DATAGRO Primeira Chamada – Grãos ☕

12 de Junho de 2026

— < Análises DATAGRO > —

  SOJA

● A primeira posição da soja na CBOT encerrou a quinta-feira (11) em baixa de 0,7%, a USc 1.115,50/bushel, pressionada pela divulgação do relatório WASDE do USDA elevando a safra da Argentina e os estoques globais. No acumulado semanal, o contrato registra queda de 0,5%. Leve tendência de baixa para a abertura nesta sexta.

● No complexo, o farelo desvalorizou 0,2%, acumulando recuo de 2,3% na semana, enquanto o óleo retraiu 1,1%, com saldo semanal positivo de 0,5%.

● Fatores de pressão: Desvalorização do petróleo no mercado internacional; embarques brasileiros de soja aquecidos; melhora nas condições climáticas dos EUA; valorização do dólar frente as principais moedas globais; firme exportação brasileira, mais de 14 mi de t exportadas em maio; colheita na Argentina recupera atraso e amplia oferta no mercado global; relatório mensal do USDA.

● Fatores de suporte: A demanda pela oleaginosa norte-americana segue aquecida, o mercado aguarda o próximo relatório do USDA, bons embarques nos EUA; Venda individual de soja.

 MILHO

● O contrato de primeira posição do milho na CBOT encerrou a quinta-feira (11) em baixa de 1,9%, a USc 419,00/bushel, acumulando recuo de 1,6% na semana e mantendo o viés baixista de médio prazo. Também pressionado pelo relatório mensal do USDA, aumentando a safra sul-americana em 5 milhões de t, e os estoques mundiais da safra atual e nova. Sem direção clara para a abertura no pregão de hoje.

● Fatores de pressão: Valorização do dólar frente as principais moedas globais; desvalorização do petróleo no mercado internacional; embarques semanais de milho do Brasil acima do registrado na semana anterior; melhora das condições climáticas na região do Corn Belt; início da colheita do milho safrinha no Brasil; relatório mensal do USDA.

● Fatores de suporte: Bons embarques semanais norte-americanos; vendas individuais de milho ativas na semana.

Brasil

● No mercado físico brasileiro, a soja operou com viés positivo ao longo das principais regiões produtoras, sustentada pela combinação do bom fluxo exportador, do leve avanço das cotações na CBOT e da melhora do câmbio nos últimos dias. O ambiente refletiu maior disposição dos agentes para negócios, ainda que o ritmo de fechamentos siga seletivo.

● No mercado físico brasileiro de milho, a saca de milho em Campinas (SP) é indicada entre R$ 61,00 e R$ 63,00/60kg CIF diferido, mantendo-se em patamar deprimido. O ambiente segue marcado por parcimônia nas compras e vendas lentas, com o poder de negociação concentrado na ponta compradora.

[B]³

● Na B3, o primeiro contrato de milho encerrou a R$ 64,62/60kg, após queda (-0,6%) no pregão. No contrato Set/26, também houve queda de -0,6% no dia, pressionados no dia pela queda no câmbio, além da chegada da safrinha, começando os trabalhos de colheita.

⏱️ ATENÇÃO HOJE

✔️ Safrinha Brasil: início da colheita de segunda-safra no Mato Grosso e no Paraná. Até 05/Jun tínhamos colheita de 3,3% da área plantada x 2,7% em 2025 x 2,8% da média.

✔️ Clima EUA: o relatório diário do USDA destacou a atuação de uma frente fria com chuvas e tempestades em áreas produtoras, enquanto o clima quente segue beneficiando o crescimento inicial da safra. Na posição até 7 de junho, 58% da área para soja e milho estavam com umidade adequada x 55% da semana anterior.

✔️Demanda por produto dos EUA: embarques semanais foram positivos para soja (398 mil t ) e milho (1,9 mi de t). Com venda nova na segunda de 264 mil t de soja para destinos não revelados e 103 mil t de milho para o Japão, com entrega de 40 mil t em 2025/26 e o restante em 2026/27.

✔️WASDE SOJA junho sem alterações nos EUA. Argentina 25/26 acima do esperado, elevando estoques globais e pressionando preços.

✔️WASDE MIHO junho com alta residual nos estoques dos EUA, repassada integralmente para 26/27. Nos globais, Argentina +2 mi de t e Brasil +3 mi de t, elevando estoques mundiais acima do esperado e pressionando as cotações.

✔️Registros de exportação dos EUA positivos para o milho (1,000 mi de t na safra velha e 927 mil t na nova safra) e soja (211 mil t na safra velha e 142 mil t na nova safra).