Primeira Chamada Grãos 11/06/2026



 

☕ DATAGRO Primeira Chamada – Grãos ☕

11 de Junho de 2026

— < Análises DATAGRO > —

  SOJA

● A primeira posição da soja na CBOT encerrou a quarta-feira (10) em alta de 0,8%, a USc 1.123,00/bushel, em movimento de correção técnica após sequência de quedas nos pregões anteriores. Leve tendência de alta para a abertura nesta quinta.

● No complexo, o farelo valorizou 0,2% e o óleo avançou 0,5%.

● Fatores de pressão: Desvalorização do petróleo no mercado internacional; embarques brasileiros de soja aquecidos; melhora nas condições climáticas dos EUA; valorização do dólar frente as principais moedas globais; firme exportação brasileira, mais de 14 mi de t exportadas em maio; colheita na Argentina recupera atraso e amplia oferta no mercado global.

● Fatores de suporte: A demanda pela oleaginosa norte-americana segue aquecida, o mercado aguarda o próximo relatório do USDA, bons embarques nos EUA; Venda individual de soja.

 MILHO

● O contrato de primeira posição do milho na CBOT encerrou a quarta-feira (10) em baixa de 0,2%, a USc 419,00/bushel, mantendo o viés baixista de médio prazo, com perdas acumuladas de cerca de 11% no último mês. Leve viés para a abertura no pregão de hoje.

● Fatores de pressão: Valorização do dólar frente as principais moedas globais; desvalorização do petróleo no mercado internacional; embarques semanais de milho do Brasil acima do registrado na semana anterior; melhora das condições climáticas na região do Corn Belt; início da colheita do milho safrinha no Brasil.

● Fatores de suporte: Bons embarques semanais norte-americanos; vendas individuais de milho ativas na semana.

Brasil

● No mercado físico brasileiro, a soja operou com viés positivo ao longo das principais regiões produtoras, sustentada pela combinação do bom fluxo exportador, do leve avanço das cotações na CBOT e da melhora do câmbio nos últimos dias. O ambiente refletiu maior disposição dos agentes para negócios, ainda que o ritmo de fechamentos siga seletivo. Nos portos, a referência para Paranaguá (PR) foi indicada a R$ 134,50/60kg, com alta de 0,4% na sessão. Em Santos (SP), os preços mostraram-se em R$ 134,00/60kg, também com avanço de 0,4% no dia, sinalizando sustentação no mercado de exportação.

● No mercado físico brasileiro, a saca de milho em Campinas (SP) foi indicada entre R$ 63,00 e R$ 64,00/60kg CIF diferido, mantendo-se em patamar deprimido. O ambiente segue marcado por parcimônia nas compras e vendas lentas, com o poder de negociação concentrado na ponta compradora. O cenário de amplos estoques de passagem e a proximidade de uma safra bastante volumosa, a segunda maior já registrada no país, seguem limitando movimentos de recuperação nos preços internos.

[B]³

● Na B3, o primeiro contrato de milho encerrou a R$ 65,26/60kg, após queda (-0,9%) no pregão. No contrato Set/26, houve relativa estabilidade no dia.

⏱️ ATENÇÃO HOJE

✔️ Safrinha Brasil: início da colheita de segunda-safra no Mato Grosso e no Paraná. Até 05/Jun tínhamos colheita de 3,3% da área plantada x 2,7% em 2025 x 2,8% da média.

✔️ Clima EUA: o relatório diário do USDA destacou a atuação de uma frente fria com chuvas e tempestades em áreas produtoras, enquanto o clima quente segue beneficiando o crescimento inicial da safra. Na posição até 7 de junho, 58% da área para soja e milho estavam com umidade adequada x 55% da semana anterior.

✔️Demanda por produto dos EUA: embarques semanais foram positivos para soja (398 mil t ) e milho (1,9 mi de t). Com venda nova nesta segunda de 264 mil t de soja para destinos não revelados e 103 mil t de milho para o Japão, com entrega de 40 mil t em 2025/26 e o restante em 2026/27.

✔️O relatório mensal de oferta e demanda do USDA será divulgado nessa quinta-feira (11), juntamente com o relatório de vendas para exportação dos EUA.