☕ DATAGRO Primeira Chamada – Grãos ☕
8 de Junho de 2026
— < Análises DATAGRO > —
SOJA
● A primeira posição da soja na CBOT encerrou a sexta-feira (05) em queda de 0,7%, a US$c 1.121,50/bushel, acumulando recuo de 5,5% desde sexta-feira (29). No complexo o farelo desvalorizou 1,7% na sessão. O óleo de soja mostrou também uma forte queda no dia, com perda de 2,8%.
● Os futuros da soja também registraram perdas em Chicago, acompanhando o sentimento negativo predominante entre os mercados agrícolas.
● Fatores de pressão: Desvalorização do petróleo no mercado internacional; embarques brasileiros de soja aquecidos; melhora nas condições climáticas dos EUA; valorização do dólar frente as principais moedas globais; firme exportação brasileira, mais de 14 mi de t exportadas em maio; colheita na Argentina recupera atraso e amplia oferta no mercado global.
● Fatores de suporte: A demanda pela oleaginosa norte-americana segue aquecida, o mercado aguarda o próximo relatório do USDA.
MILHO
● O contrato de primeira posição do milho na CBOT encerrou a sexta-feira (05) em baixa de 1,6%, a USc 417,50/bushel, acumulando queda de 6,5% desde sexta-feira (29).
● Na sexta-feira, os contratos futuros de milho encerraram o pregão em baixa na Bolsa de Chicago, pressionados pela manutenção de condições climáticas favoráveis no Meio-Oeste dos EUA.
● Fatores de pressão: Valorização do dólar frente as principais moedas globais; desvalorização do petróleo no mercado internacional; embarques semanais de milho do Brasil acima do registrado na semana anterior; melhora das condições climáticas na região do Corn Belt; início da colheita do milho safrinha no Brasil.
● Fatores de suporte: as exportações de milho norte-americano totalizaram 1,7 mi de t na semana encerrada em 28 de maio; USDA estima perda de 3,2 milhões de hectares para temporada; bons resultados de vendas para exportação. Venda de 136 mil t de milho na quarta (03).
Brasil
● No mercado físico, a soja operou com viés de pressão ao longo das regiões, acompanhando o mercado internacional na semana. Nos portos, a referência para Paranaguá/PR foi de R$ 130,00/60kg, após perdas de 2,3% no dia. Em Santos (SP), os preços mostraram-se em R$ 132,00/60kg, em estabilidade na sessão, porém se mostrou pressionado ao longo da sessão.
● No mercado físico brasileiro, a saca de milho em Campinas (SP) foi precificada a R$ 63,00/60kg, refletindo o cenário de amplos estoques de passagem e a proximidade de uma safra bastante volumosa, fatores que seguem limitando qualquer movimento de recuperação nos preços internos.
[B]³
● Na B3, o primeiro contrato de milho encerrou a R$ 66,11/60kg, após leve recuperação no pregão. Apesar do recuo na CBOT. No contrato Set/26, houve elevação moderada na sessão.
⏱️ ATENÇÃO HOJE
✔️ A Indonésia passou a centralizar as exportações de óleo de palma, carvão e ferroligas sob controle estatal, medida que pode impactar os fluxos comerciais e os preços globais dessas commodities.
✔️ Safrinha Brasil: início da colheita de segunda-safra no Mato Grosso e no Paraná.
✔️ Clima EUA: o relatório diário do USDA destacou a atuação de uma frente fria com chuvas e tempestades em áreas produtoras, enquanto o clima quente segue beneficiando o crescimento inicial da safra.
✔️ Demanda por produto dos EUA: embarques semanais e registros de exportação foram positivos para soja e milho. Com venda nova na quinta de 115 mil t de milho para a Colômbia, e na sexta, 190 mil t de farelo de soja para as Filipinas.
✔️ Nesta segunda acompanhar os relatórios semanais de embarques, condições e estágios das lavouras dos EUA. E o relatório semanal de embarques do Brasil.
✔️ O relatório mensal de oferta e demanda do USDA será divulgado na próxima quinta-feira (11).