Primeira Chamada Grãos 06/08/2026



 

☕ DATAGRO Primeira Chamada – Grãos ☕

6 de Agosto de 2026

— < Análises DATAGRO > —

  SOJA

● A primeira posição da soja na CBOT encerrou a quarta-feira (05) em leve queda de 0,3%, ou 3,50 pontos, a US$c 1.151,50/bushel. A posição maio/27 fechou a sessão a US$c 1.204,75/bushel, com recuo de 0,2% no dia. No complexo, o farelo cedeu 0,4% e o óleo retraiu 0,6%. Pressão via clima favorável nos EUA. Leve viés de alta para a abertura nesta quinta.

● Fatores de pressão: previsão de chuvas e temperaturas amenas no Corn Belt, favorecendo o desenvolvimento das lavouras; expectativa de safra cheia nos EUA; petróleo em queda, reduzindo o suporte do complexo soja; mercado à espera dos dados semanais de exportações e das condições de seca do USDA.

● Fatores de suporte: demanda externa aquecida, com expectativa de continuidade das compras internacionais; incertezas geopolíticas no Mar Negro, que mantêm atenção sobre o comércio global de grãos; condições ainda heterogêneas em parte do Corn Belt, principalmente nas áreas mais secas do oeste, limitando pressões adicionais sobre as cotações.

 MILHO

● O contrato de primeira posição do milho na CBOT encerrou a quarta-feira (05) em queda forte de 1,2%, ou 5,50 pontos, a US$c 4/bushel. Pressão também por clima favorecendo a nova safra nos EUA. Algum suporte para a abertura no pregão de hoje.

● Fatores de pressão: condições climáticas favoráveis no Corn Belt; avanço da colheita da segunda safra no Brasil e dos trabalhos finais na Argentina, ampliando a oferta global; petróleo em queda, reduzindo a competitividade do etanol à base de milho; expectativa de safra volumosa nos EUA.

● Fatores de suporte: venda avulsa de 120 mil t de milho dos EUA para o México anunciada pelo USDA; demanda aquecida para produção de etanol, apesar da queda semanal na produção; conflito no Mar Negro, mantendo incertezas sobre o fluxo global de grãos; produtores brasileiros seguem retraídos nas vendas, limitando a oferta imediata no mercado físico.

Brasil

● No mercado físico de soja, houve variação mista nesta sessão. Com pressão via CBOT nos últimos dias e sustentação no dia via câmbio e prêmios. Em Santos/SP, as indicações de preços ficaram ao redor de R$ 148,50/60kg, após uma valorização de 0,3% no dia, em Paranaguá/PR oscilaram em R$ 147,00/60kg, mostrando estabilidade no período.

● No mercado físico brasileiro, a saca de milho em Campinas (SP) permaneceu referenciada entre R$ 65,00 e R$ 66,00/60 kg CIF diferido nas granjas, sem alterações no dia. A comercialização segue lenta, com compradores adotando postura cautelosa à espera do avanço da colheita da segunda safra e de maior oferta no mercado, enquanto produtores continuam negociando apenas volumes pontuais, apostando em preços mais elevados. Apesar da expectativa de aumento da disponibilidade nas próximas semanas, o bom ritmo das exportações e a demanda doméstica seguem oferecendo suporte às cotações, limitando recuos mais acentuados.

[B]³

● Na B3, o primeiro contrato operou em queda de 0,5%, cotado a R$ 68,33/60kg. Enquanto set/27 ficou relativamente estável no fechamento diário. Pressão por recuo na CBOT e colheita no Brasil, apesar de sustentação via dólar.

⏱️ ATENÇÃO HOJE

✔️ Monitorar o relatório semanal de vendas para exportação e atualização das áreas em seca nos EUA que sai nesta quinta-feira (06);

✔️Chuvas seguem favorecendo o leste do Corn Belt, enquanto áreas do oeste ainda apresentam umidade limitada, mantendo a atenção sobre o potencial produtivo das lavouras.

✔️ Argentina normaliza as operações portuárias após acordo entre o governo e trabalhadores da pilotagem, reduzindo o risco de atrasos nos embarques de grãos.

✔️ Mercado acompanha a demanda internacional por grãos norte-americanos após novas vendas avulsas anunciadas pelo USDA nesta semana, em meio à expectativa pelos próximos dados de exportação. Nesta quarta foi reportada venda nova de 120 mil t de milho para o México.

✔️ Acompanhar o relatório semanal de registros de exportação pelos EUA.