☕ DATAGRO Primeira Chamada – Grãos ☕
6 de Julho de 2026
— < Análises DATAGRO > —
SOJA
● Nesta sexta-feira (04), não houve pregão na CBOT em razão do feriado do Dia da Independência dos EUA. A semana encerrou com a primeira posição acumulando ganho de 0,5% desde sexta-feira (26), a USc 1.131,75/bushel. No complexo, o farelo acumulou alta de 0,2% e o óleo recuou 0,1% no período.
● Suporte semanal com queda no dólar lá fora, expectativa de demanda pela China, e alta forte no milho.
● Fatores de pressão: as precipitações positivas nos EUA; acordo de cessar-fogo entre EUA e Irã pressiona petróleo e biocombustíveis em geral; exportações latino-americanas em ritmo consistente. Estoques trimestrais altos nos EUA; Vendas semanais dos EUA bem abaixo do esperado.
● Fatores de suporte: esmagamento e exportações EUA aquecidas; Bons embarques na última semana; Tratativas com China sobre o retorno das compras e alíquotas.
MILHO
● Nesta sexta-feira (04), não houve pregão na CBOT em razão do feriado do Dia da Independência dos EUA. A semana encerrou com a primeira posição acumulando alta de 3,0% desde sexta-feira (26), a USc 425,00/bushel, reflexo da recuperação observada ao longo dos últimos pregões.
● Nova alta forte impulsionada pelo recuo no dólar DXY, positivo relatório de registros de exportação nos EUA e preocupação com o clima seco e quente na Europa, especialmente com perdas sendo contabilizadas na França.
● Fatores de pressão: desvalorização do petróleo no mercado internacional; início da colheita do milho safrinha no Brasil; condições climáticas positivas nos EUA; expectativa de safra cheia na China limitando compras no mercado internacional; colheita avançada na Argentina.
● Fatores de suporte: Retração de área 2026/27; vendas para exportação aquecidas; Bons embarques na última semana. Estoques trimestrais altos, mas abaixo das expectativas; Vendas semanais dos EUA positivas.
Brasil
● No mercado físico brasileiro, a soja operou com viés neutro e pouca liquidez, acompanhando a ausência da CBOT. Nos portos, Paranaguá (PR) e Santos (SP) foram indicadas ao redor de R$ 140,00/60kg, registrando boa valorização na semana. O movimento reflete a combinação entre a melhora externa recente e o ritmo firme de exportações, que segue sustentando o interesse comprador nas praças portuárias, e mantendo os prêmios aquecidos.
● No mercado físico brasileiro, a saca de milho em Campinas (SP) foi indicada entre R$ 62,00 e R$ 63,00/60kg CIF diferido, estável no dia e na semana. O mercado segue retraído aguardando a aproximação de maiores volumes com a colheita do milho safrinha.
[B]³
● Na B3, o contrato de primeira posição registrou retração de 0,1% no pregão, cotado em R$64,40/60kg, desde o início da semana há um acumulado de +0,1%. Já o contrato de setembro/26 obtém queda de 1,5% no dia, com uma retração de 1,3% desde sexta-feira (26).
⏱️ ATENÇÃO HOJE
✔️ As previsões climáticas para esta nova semana na região do Corn Belt nos EUA indicam condições favoráveis ao desenvolvimento das lavouras.
✔️ Segundo dados divulgados pela Secex, o Brasil exportou 14,5 mi de t de soja em junho e 434 mil t de milho.
✔️ Nesta quinta (02), os EUA divulgaram seu relatório de vendas para exportação, mostrando bastante demanda no milho em vendas em ambas as safras, e fraqueza no comércio de soja.
✔️ Nesta segunda (06), os EUA divulgam novos dados de embarques e atualizações sobre as condições das lavouras.
✔️ Na sexta (10), há a atualização do relatório mensal do USDA.