☕ DATAGRO Primeira Chamada – Grãos ☕
5 de Agosto de 2026
— < Análises DATAGRO > —
SOJA
● A primeira posição da soja na CBOT encerrou a terça-feira (04) em queda de 1,2%, ou 13,75 pontos, a USc 1.155,00/bushel. A posição maio/27 fechou a sessão a USc 1.207,00/bushel, com recuo de 0,9% no dia. No complexo, o farelo cedeu 0,9% e o óleo retraiu 0,7%. Pressão do clima favorável nos EUA e queda forte no petróleo. Suporte por fortes números de demanda. Sem viés claro para a abertura nesta quarta.
● Fatores de pressão: exportações latino-americanas em ritmo consistente; estoques trimestrais altos nos EUA; valorização relativa do dólar norte-americano ante o real brasileiro e outras moedas estrangeiras, reduzindo a competitividade das exportações do país; Petróleo em queda, com atenuamento das tensões no Irã.
● Fatores de suporte: Esmagamento e exportações EUA aquecidas; bons embarques EUA e BRA na última semana; tratativas com China sobre o retorno das compras e alíquotas; preocupações com áreas de soja no Corn Belt, em especial na parte oeste; compras expressivas chinesas de soja norte-americana confirmadas pelo USDA; conflito no Mar Negro; Condições das lavouras em leve piora na semana.
MILHO
● O contrato de primeira posição do milho na CBOT encerrou a terça-feira (04) em queda de 1,6%, ou 7,00 pontos, a USc 442,25/bushel. Pressão por clima favorável nos EUA e expressiva queda no petróleo. Continua a tendência de pressão para a abertura no pregão de hoje.
● Fatores de pressão: Início da colheita do milho safrinha no Brasil; condições climáticas positivas nos EUA; expectativa de safra cheia na China limitando compras no mercado internacional; colheita avançada na Argentina; valorização relativa do dólar norte-americano ante o real brasileiro e outras moedas estrangeiras, reduzindo a competitividade das exportações do país.
● Fatores de suporte: Retração de área 2026/27; bons embarques na última semana nos EUA; estoques trimestrais altos, mas abaixo das expectativas; preocupações com áreas de milho no Corn Belt; potencial retomada do conflito no Irã elevando prêmios de risco para o petróleo; conflito no Mar Negro gerando problemas no escoamento da região; Condições das lavouras em leve piora na semana.
Brasil
● No mercado físico de soja, houve variação mista nesta sessão. Com pressão via CBOT nos últimos dias e sustentação via câmbio no dia. Em Santos/SP, as indicações de preços ficaram ao redor de R$ 148,00/60kg e em Paranaguá/PR oscilaram em R$ 147,00/60kg, ambos em retração no dia.
● No mercado físico brasileiro, a saca de milho em Campinas (SP) seguiu referenciada entre R$ 65,00 e R$ 66,00/60kg CIF diferido nas granjas, sem alterações no dia. Compradores mantêm postura de espera, apostando no aumento das ofertas à medida que a colheita avança em São Paulo, Paraná e Mato Grosso do Sul, regiões que voltaram a registrar chuvas nas últimas semanas, o que vinha limitando o ritmo dos trabalhos de campo.
[B]³
● Na B3, o primeiro contrato operou em queda de 0,1%, cotado a R$ 68,65/60kg. Enquanto set/27 também observou relativa alta de 0,1% no fechamento diário. Pressão por colheita no Brasil, apesar de sustentação via dólar.
⏱️ ATENÇÃO HOJE
✔️ A onda de calor no Corn Belt cedeu na última semana, com frente fria trazendo chuvas ao leste do cinturão. Mas ainda há precipitação limitada no oeste, onde a umidade do solo depletada mantém algum estresse sobre lavouras em polinização.
✔️Acompanhar a demanda nos EUA. Na segunda (03), exportadores privados reportaram vendas de 136 mil t de soja para destino não revelado e 488 mil t para China (26/27). Além de rumores de várias outras cargas tendo sido negociadas na sexta para a China. Nos embarques norte-americanos, 344 mil t em soja e 1.885 mil t de milho, ambos favoráveis aos preços. Na terça (04), houve nova venda para China de 132 mil t.
✔️ Demanda no Brasil. O relatório mensal de embarques pelo Brasil sai apenas no dia 6, por volta das 15h.
✔️ Monitor de seca e vendas nos EUA saem na quinta, dia 6. Na semana passada houve piora no quadro de umidade nas áreas de soja e milho.