☕ DATAGRO Primeira Chamada – Grãos ☕
5 de Junho de 2026
— < Análises DATAGRO > —
SOJA
● A primeira posição da soja na CBOT encerrou a quarta-feira (04) em queda de 1,0%, a US$c 1.154,00/bushel. A posição maio/27 fechou a sessão a US$c 1.192,50/bushel, com recuo de 0,7%. No complexo, o farelo cedeu 1,7%, enquanto o óleo avançou 0,4%.
● Nesta quinta, julho encerrou em expressiva baixa de 24,50 pontos e 2,12%, cotado a US$ cents 1.129,50/bushel. Na parcial da semana acumula perdas de 4,82%. Óleo e farelo se desvalorizaram 3,07% e 2,21%, nesta ordem. E a chamada inicial segue de baixa para a abertura no pregão desta sexta.
● Fatores de pressão: Desvalorização do petróleo no mercado internacional; embarques brasileiros de soja aquecidos; melhora nas condições climáticas dos EUA; valorização do dólar frente as principais moedas globais; firme exportação brasileira, mais de 14 mi de t exportadas em maio; colheita na Argentina recupera atraso e amplia oferta no mercado global.
● Fatores de suporte: o USDA reportou embarques norte-americanos de soja de 494 mil t na semana encerrada em 28 de maio, O número se enquadrou dentro da faixa esperada pelo mercado, estimada entre 400 e 600 mil t.
MILHO
● O contrato de primeira posição do milho na CBOT encerrou a quarta-feira (04) em baixa de 2,0%, a USc 431,50/bushel.
● Na quinta, julho recuou 7,00 pontos e 1,62%, cotado a US$ cents 424,50/bushel, com desvalorização na parcial da semana de 4,98%; e setembro caiu 7,50 pontos e 1,70%, a US$ cents 432,75/bushel – perda de 5,05% na semana. Também aqui o viés segue de baixa para a abertura no pregão de hoje.
● Fatores de pressão: Valorização do dólar frente as principais moedas globais; desvalorização do petróleo no mercado internacional; embarques semanais de milho do Brasil acima do registrado na semana anterior; melhora das condições climáticas na região do Corn Belt; início da colheita do milho safrinha no Brasil.
● Fatores de suporte: as exportações de milho norte-americano totalizaram 1,7 mi de t na semana encerrada em 28 de maio; USDA estima perda de 3,2 milhões de hectares para temporada; bons resultados de vendas para exportação. Venda de 136 mil t de milho na quarta (03).
Brasil
● No mercado físico, a soja operou com viés de pressão ao longo das regiões, acompanhando o mercado internacional na semana. Nos portos, a referência para Paranaguá/PR foi de R$ 132,00/60kg, após perdas de 1,5% na semana. Em Santos (SP), os preços mostraram-se também em R$ 132,00/60kg, pressionados.
● No mercado físico brasileiro, a saca de milho em Campinas (SP) foi precificada a R$ 63,00/60kg, refletindo o cenário de amplos estoques de passagem e a proximidade de uma safra bastante volumosa, fatores que seguem limitando qualquer movimento de recuperação nos preços internos.
[B]³
● Na B3, o primeiro contrato de milho encerrou a R$ 65,17/60kg na quarta, após relativa estabilidade neste pregão (-0,2%). Apesar do recuo na CBOT e no Câmbio. No contrato Set/26, houve elevação de 1,6%.
⏱️ ATENÇÃO HOJE
✔️ Safrinha Brasil: início da colheita de segunda-safra no Mato Grosso e no Paraná.
✔️ Clima EUA: redução das áreas afetadas por seca na última semana, de 44% das regiões agrícolas para 38%. Movimento sugere melhor potencial de produção.
✔️ Demanda por produto dos EUA: embarques semanais foram positivos para soja e milho. Com venda nova nesta quinta de 115 mil t de milho para a Colômbia.
✔️ E o relatório registros também: da safra 25/26 Soja 277 mil t x 300 mil na semana passada; e milho 883 mil t x 1015 mil. Apesar do recuo na semana, os totais ficaram bem acima da necessidade semanal para atingir as metas.
✔️ O relatório mensal de embarques brasileiros de quarta, trouxe que em maio o Brasil exportou 14,8 mi de t de soja e 48,7 mil t de milho.