Primeira Chamada Grãos 04/08/2026



 

☕ DATAGRO Primeira Chamada – Grãos ☕

4 de Agosto de 2026

— < Análises DATAGRO > —

  SOJA

● A primeira posição da soja na CBOT encerrou a segunda-feira (03) em queda de 0,3%, ou 3,25 pontos, a USc 1.168,75/bushel. Mas com alta nas demais posições, com suporte vindo das boas altas do milho e trigo. Além de positivos números de demanda nos EUA. A posição maio/27 fechou a sessão a USc 1.217,75/bushel, com avanço de 0,6% no dia. No complexo, o farelo valorizou 0,4% e o óleo avançou 2,3%. E sem direção clara para a abertura nesta terça.

● Fatores de pressão: exportações latino-americanas em ritmo consistente; estoques trimestrais altos nos EUA; valorização relativa do dólar norte-americano ante o real brasileiro e outras moedas estrangeiras, reduzindo a competitividade das exportações do país; Petróleo em queda, com atenuamento das tensões no Irã.

● Fatores de suporte: Esmagamento e exportações EUA aquecidas; bons embarques EUA e BRA na última semana; tratativas com China sobre o retorno das compras e alíquotas; preocupações com áreas de soja no Corn Belt, em especial na parte oeste; compras expressivas chinesas de soja norte-americana confirmadas pelo USDA; conflito no Mar Negro; Condições das lavouras em leve piora na semana.

 MILHO

● O contrato de primeira posição do milho na CBOT encerrou a segunda-feira (03) em alta de 1,9%, ou 8,50 pontos, a USc 449,25/bushel. Suporte em cima de favoráveis números de consumo nos EUA, além de boa alta no trigo. Leve viés de alta para a abertura no pregão de hoje.

● Fatores de pressão: Início da colheita do milho safrinha no Brasil; condições climáticas positivas nos EUA; expectativa de safra cheia na China limitando compras no mercado internacional; colheita avançada na Argentina; valorização relativa do dólar norte-americano ante o real brasileiro e outras moedas estrangeiras, reduzindo a competitividade das exportações do país.

● Fatores de suporte: Retração de área 2026/27; bons embarques na última semana nos EUA; estoques trimestrais altos, mas abaixo das expectativas; preocupações com áreas de milho no Corn Belt; potencial retomada do conflito no Irã elevando prêmios de risco para o petróleo; conflito no Mar Negro gerando problemas no escoamento da região; Condições das lavouras em leve piora na semana.

Brasil

● No mercado físico de soja, houve variação mista nesta sessão. Com pressão via CBOT nos últimos dias. Embora o mercado tenha observado relativa sustentação pelos prêmios. Em Santos/SP, as indicações de preços se mantiveram ao redor de R$ 150,00/60kg.

● No mercado físico brasileiro, a saca de milho em Campinas (SP) foi indicada entre R$ 65,00 e R$ 66,00/60kg CIF diferido nas granjas, com referências estáveis no dia. O mercado aguarda o aumento das ofertas com o avanço da colheita em São Paulo, Paraná e Mato Grosso do Sul, regiões que voltaram a receber chuvas nas últimas semanas.

[B]³

● Na B3, o primeiro contrato operou em queda de 0,7%, cotado a R$ 69,73/60kg. Enquanto set/27 também observou retração de 0,7% no fechamento diário. Pressão pelo bom avanço da colheita. Passando por cima da queda na CBOT.

⏱️ ATENÇÃO HOJE

✔️ A onda de calor no Corn Belt cedeu na última semana, com frente fria trazendo chuvas ao leste do cinturão. Mas ainda há precipitação limitada no oeste, onde a umidade do solo depletada mantém algum estresse sobre lavouras em polinização.

✔️Acompanhar a demanda nos EUA. Na segunda (03), exportadores privados reportaram vendas de 136 mil t de soja para destino não revelado e 488 mil t para China (26/27). Além de rumores de várias outras cargas tendo sido negociadas na sexta para a China. Nos embarques norte-americanos, 344 mil t em soja e 1.885 mil t de milho, ambos favoráveis aos preços.

✔️ USDA condições das lavouras: soja estável em 63% boas a excelentes; milho cai de 63% para 61%, com estágios reprodutivos avançando em ambas na normalidade, trazendo suporte aos preços nesta terça.

✔️ Demanda no Brasil. O relatório mensal de embarques pelo Brasil sai apenas no dia 6, por volta das 15h.

✔️ Monitor de seca nos EUA sai na quinta, dia 6. Na semana passada houve piora no quadro de umidade nas área de soja e milho.