☕ DATAGRO Primeira Chamada – Grãos ☕
3 de Setembro de 2026
— < Análises DATAGRO > —
SOJA
● A primeira posição da soja na CBOT encerrou esta quarta-feira (02) em queda de 0,4%, ou 5,00 pontos, a US$c 1.301,75/bushel. A posição novembro/26 recuou 0,6%, a US$c 1.310,25/bushel, e o maio/27 cedeu 0,4%, a US$c 1.335,50/bushel. No complexo, o farelo caiu 0,8% e o óleo desvalorizou 2,6%. Leve viés de alta para a abertura nesta quinta.
● O mercado foi pressionado pela queda no óleo, em movimento de realização de lucros, após as recentes altas expressivas. Por outro lado, as cotações da soja encontraram suporte na demanda aquecida pelo produto norte-americano. O Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) anunciou venda avulsa de 136 mil t de soja para a China. Além da alta no petróleo, favorecendo o óleo de soja. Nessa quarta (02), nova venda de 202 mil t para China nos EUA.
● Fatores de pressão: os fortes ganhos das últimas semanas ainda deixam espaço para realização de lucros; as inspeções de exportação somaram apenas 251 mil t na semana encerrada em 27/08, aquém da faixa de 400 a 600 mil t esperada pelo mercado; a lavoura segue avançando no ciclo e se aproxima da colheita nos EUA, o que deve aumentar a oferta do grão nas próximas semanas.
● Fatores de suporte: a demanda internacional segue aquecida, com o USDA anunciando uma venda de 136 mil t de soja para a China; a piora das lavouras dos EUA, com 58% das áreas em condições boas/excelentes, aumenta as incertezas sobre a produtividade; forte alta do petróleo favorece a competitividade dos biocombustíveis e pode ampliar a demanda pelo complexo da soja.
MILHO
● O contrato de primeira posição do milho na CBOT encerrou esta quarta-feira (02) em baixa de 0,5%, ou 2,75 pontos, a US$c 518,75/bushel. Também com realização de lucros após as recentes altas. Alguma tendência de baixa para a abertura no pregão de hoje.
● Fatores de pressão: o avanço do ciclo das lavouras, com 13% das áreas já maduras, mantém no radar a aproximação da colheita e o aumento sazonal da oferta nos EUA; as condições das lavouras permaneceram estáveis na semana, reduzindo parte das preocupações com perdas adicionais de produtividade; possível realização de lucros após forte valorização.
● Fatores de suporte: a alta do petróleo no mercado internacional; os embarques foram positivos, com inspeções de exportação de 1.496 mil t na semana encerrada em 27/08, acima do teto projetado pelo mercado; o clima também preocupa, com uma onda de calor se aproximando do Corn Belt após chuvas isoladas; e a lavoura segue em condição inferior à do ano passado, com 57% classificada como boa/excelente, ante 69% no mesmo período de 2025.
Brasil
● No mercado físico brasileiro, a soja mostrou viés positivo. Nos portos, Santos (SP) e Paranaguá (PR) são cotados ao redor de R$ 165/166,00/saca. O mercado segue sustentado pela forte valorização dos preços na bolsa de Chicago e câmbio.
● No mercado físico brasileiro, a saca de milho em Campinas (SP) encerrou ao redor de R$ 70,00/60kg CIF diferido, o mercado segue extremamente sustentado.
[B]³
● Na B3, o primeiro contrato operou valorização de 0,6%, cotado a R$ 72,59/60kg. Enquanto set/27 relativa estabilidade, cotado em R$ 79,68. Os preços foram influenciados pela valorização da CBOT.
⏱️ ATENÇÃO HOJE
✔️ A demanda internacional segue no radar, com o USDA anunciando venda de 136 mil t de soja dos EUA para a China na terça, e 202 mil nesta quarta, reforçando o ritmo de compras chinesas para a safra 2026/27.
✔️ As condições das lavouras norte-americanas permanecem em atenção, com apenas 58% das áreas de soja e 57% das áreas de milho avaliadas como boas/excelentes. A proximidade da colheita aumenta a importância das condições climáticas para a definição da produtividade.
✔️ No milho, a demanda externa segue como ponto de atenção, após as inspeções de exportação dos EUA alcançarem 1,496 mi de t na última semana, enquanto a soja registrou 251 mil t.
✔️ A forte valorização do petróleo segue no radar, diante das tensões geopolíticas, favorecendo a competitividade do etanol e dos demais biocombustíveis produzidos a partir de milho e soja.
✔️ Nessa quinta (02) sai o novo relatório semanal de registros de exportação dos EUA
✔️ Ainda no lado da demanda, sai na sexta, dia 4, o relatório mensal de embarques no Brasil.