☕ DATAGRO Primeira Chamada – Grãos ☕
3 de Agosto de 2026
— < Análises DATAGRO > —
SOJA
● A primeira posição da soja na CBOT encerrou a sexta-feira (31) em queda de 0,4%, ou 5,25 pontos, a USc 1.172,00/bushel, acumulando recuo de 6,1% desde sexta-feira (24). A posição maio/27 fechou a sessão a USc 1.210,50/bushel, com recuo de 0,3% no dia. No complexo, o farelo cedeu 0,6% e o óleo retraiu 1,8%.
● Fatores de pressão: exportações latino-americanas em ritmo consistente; estoques trimestrais altos nos EUA; valorização relativa do dólar norte-americano ante o real brasileiro e outras moedas estrangeiras, reduzindo a competitividade das exportações do país; Petróleo em queda, com atenuamento das tensões no Irã.
● Fatores de suporte: Esmagamento e exportações EUA aquecidas; bons embarques EUA e BRA na última semana; tratativas com China sobre o retorno das compras e alíquotas; preocupações com áreas de soja no Corn Belt, em especial na parte oeste; compras expressivas chinesas de soja norte-americana confirmadas pelo USDA; conflito no Mar Negro; Condições das lavouras em leve piora na semana.
MILHO
● O contrato de primeira posição do milho na CBOT encerrou a sexta-feira (31) em queda de 1,1%, ou 5,00 pontos, a USc 440,75/bushel, acumulando recuo de 5,1% desde sexta-feira (24).
● Fatores de pressão: Início da colheita do milho safrinha no Brasil; condições climáticas positivas nos EUA; expectativa de safra cheia na China limitando compras no mercado internacional; colheita avançada na Argentina; valorização relativa do dólar norte-americano ante o real brasileiro e outras moedas estrangeiras, reduzindo a competitividade das exportações do país.
● Fatores de suporte: Retração de área 2026/27; bons embarques na última semana nos EUA; estoques trimestrais altos, mas abaixo das expectativas; preocupações com áreas de milho no Corn Belt; potencial retomada do conflito no Irã elevando prêmios de risco para o petróleo; conflito no Mar Negro gerando problemas no escoamento da região; Condições das lavouras em leve piora na semana.
Brasil
● No mercado físico de soja, houve variação mista nesta sessão. Com pressão via CBOT na maior parte final do dia. Embora o mercado tenha observado relativa sustentação pelos prêmios. Em Santos/SP, as indicações de preços ficaram ao redor de R$ 150,00/60kg. No interior do Brasil, os movimentos foram dinâmicos e regionalizados, ainda com mercado pressionado via recente queda no mercado internacional.
● Na sexta-feira (31), a cotação do milho em Campinas (SP) ficou entre R$ 64-66,00/60 kg, com o mercado travado pela volatilidade no exterior. Muitos produtores seguem retendo volumes à espera de melhores oportunidades de venda. O atraso da colheita, a demanda interna aquecida e a perspectiva favorável de exportações impedem quedas maiores no momento.
[B]³
● Na B3, o primeiro contrato operou em queda de 0,3%, cotado a R$ 69,78/60kg. Enquanto set/27 observou elevação de 0,3% no fechamento diário. Pressão com o recuo na CBOT.
⏱️ ATENÇÃO HOJE
✔️ Semana que vem o Corn Belt deve receber um sistema de chuvas mais generoso do que o esperado, com uma faixa de mais de 25 mm indo do leste de Dakota do Sul e Nebraska até Indiana, Ohio, Kentucky e Tennessee entre 30/07 e o início de agosto, com núcleos localizados acima de 50 mm, seguido de temperaturas próximas ou acima do normal no período de 2 a 6 de agosto
✔️ Acompanhar a demanda nos EUA. Na segunda (27), exportadores privados reportaram vendas de 132 mil t de soja para a China, e 126 mil t de soja para destinos desconhecidos. E venda de 197 mil t de milho na terça, para destino não revelado. Na quinta (30), o USDA reportou nova venda de 132 mil t para China. O relatório de embarques semanais e registros de exportação vieram positivos para soja e milho. Na sexta (31), mais uma venda de soja nos EUA com 252 mil t para o ano 26/27.
✔️ Demanda no Brasil. O relatório mensal de embarques pelo Brasil sai apenas no dia 6, por volta das 15h.
✔️ Nessa segunda (03), os EUA divulgam seu relatório de embarques e o acompanhamento das condições das lavouras norte-americanas.