☕ DATAGRO Primeira Chamada – Grãos ☕
3 de Julho de 2026
— < Análises DATAGRO > —
SOJA
● A primeira posição da soja na CBOT encerrou a quinta-feira (02) em alta de 0,5%, ou 5,50 pontos, a USc 1.131,75/bushel, acumulando ganho de 0,5% desde sexta-feira (26). A posição maio/27 recuou 0,3%, a USc 1.175,00/bushel. No complexo, o farelo avançou 0,4%, enquanto o óleo cedeu 0,1%. Leve viés de baixa para a abertura nesta sexta.
● Suporte com queda no dólar lá fora, expectativa de demanda pela China, e alta forte no milho.
● Fatores de pressão: as precipitações positivas nos EUA; acordo de cessar-fogo entre EUA e Irã pressiona petróleo e biocombustíveis em geral; exportações latino-americanas em ritmo consistente. Estoques trimestrais altos nos EUA; Vendas semanais dos EUA bem abaixo do esperado.
● Fatores de suporte: esmagamento e exportações EUA aquecidas; Bons embarques na última semana; Tratativas com China sobre o retorno das compras e alíquotas.
MILHO
● O contrato de primeira posição do milho na CBOT encerrou a quinta-feira (02) em alta de 1,0%, ou 4,25 pontos, a USc 425,00/bushel, acumulando ganho de 3,0% desde sexta-feira (26). Leve tendência de baixa para a abertura no pregão de hoje.
● Nova alta forte impulsionada pelo recuo no dólar DWY, positivo relatório de registros de exportação nos EUA e preocupação com o clima seco e quente na Europa, especialmente com perdas sendo contabilizadas na França.
● Fatores de pressão: desvalorização do petróleo no mercado internacional; início da colheita do milho safrinha no Brasil; condições climáticas positivas nos EUA; expectativa de safra cheia na China limitando compras no mercado internacional; colheita avançada na Argentina.
● Fatores de suporte: Retração de área 2026/27; vendas para exportação aquecidas; Bons embarques na última semana. Estoques trimestrais altos, mas abaixo das expectativas; Vendas semanais dos EUA positivas.
Brasil
● No mercado físico brasileiro, a soja operou com viés positivo, acompanhando a elevação das cotações na CBOT. Nos portos, Paranaguá (PR) e Santos (SP) foram indicadas ao redor de R$ 140,00/60kg, registrando boa valorização na sessão. O movimento reflete a combinação entre a melhora externa e o ritmo firme de exportações, que segue sustentando o interesse comprador nas praças portuárias.
● No mercado físico brasileiro, a saca de milho em Campinas (SP) foi indicada entre R$ 62,00 e R$ 63,00/60kg CIF diferido, estável no dia e na semana. O mercado segue retraído aguardando a aproximação de maiores volumes com a colheita do milho safrinha.
[B]³
● Na B3, o contrato de primeira posição registrou retração de 0,1% no pregão, cotado em R$64,82/60kg, desde o início da semana há um acumulado de 0,8%. Já o contrato de setembro/26 obtém queda de 0,5% no dia, com uma elevação de 0,2% desde sexta-feira (26).
⏱️ ATENÇÃO HOJE
✔️ As previsões climáticas para esta nova semana na região do Corn Belt nos EUA indicam condições favoráveis ao desenvolvimento das lavouras.
✔️ Monitorar a divulgação do relatório mensal de embarques no Brasil.
✔️ Na semana que vem teremos o relatório mensal do USDA saindo na sexta, dia 10.
✔️ Acompanhar as notícias de demanda nos EUA: na segunda, reportada venda nova de 136 mil t de soja para destinos não revelados. Favorável relatório de embarques para soja e milho.
✔️ Nesta quinta (02), os EUA divulgaram seu relatório de vendas para exportação, mostrando bastante demanda no milho em vendas em ambas as safras, e fraqueza no comércio de soja.