Primeira Chamada Grãos 02/09/2026



 

☕ DATAGRO Primeira Chamada – Grãos ☕

2 de Setembro de 2026

— < Análises DATAGRO > —

  SOJA

● A primeira posição da soja na CBOT encerrou a terça-feira (01) em forte avanço de 2,5%, a US$c 1.306,75/bushel. A posição maio/27 fechou a sessão a US$c 1.340,75/bushel, com avanço de 2,0% no dia. No complexo, o farelo avançou 2,2% e o óleo valorizou 2,7%. Leve viés de baixa para a abertura nesta quarta.

● As cotações da soja encontraram suporte na demanda aquecida pelo produto norte-americano. O Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) anunciou venda avulsa de 136 mil t de soja para a China. Além da alta no petróleo, favorecendo o óleo de soja.

● Fatores de pressão: os fortes ganhos das últimas semanas ainda deixam espaço para realização de lucros; as inspeções de exportação somaram apenas 251 mil t na semana encerrada em 27/08, aquém da faixa de 400 a 600 mil t esperada pelo mercado; a lavoura segue avançando no ciclo e se aproxima da colheita nos EUA, o que deve aumentar a oferta do grão nas próximas semanas.

● Fatores de suporte: a demanda internacional segue aquecida, com o USDA anunciando uma venda de 136 mil t de soja para a China; a piora das lavouras dos EUA, com 58% das áreas em condições boas/excelentes, aumenta as incertezas sobre a produtividade; forte alta do petróleo favorece a competitividade dos biocombustíveis e pode ampliar a demanda pelo complexo da soja.

 MILHO

● O contrato de primeira posição do milho na CBOT encerrou a terça-feira (01) em alta de 1,3%, ou 6,50 pontos, a US$c 521,50/bushel. Leve tendência de queda para a abertura no pregão de hoje.

● Neste pregão, os preços do milho iniciaram a sessão em queda, pressionados pela realização de lucros, mas ganharam força com a forte valorização do petróleo. O movimento aumenta a competitividade do etanol produzido à base de milho nos EUA, trazendo suporte às cotações na Bolsa de Chicago.

● Fatores de pressão: o avanço do ciclo das lavouras, com 13% das áreas já maduras, mantém no radar a aproximação da colheita e o aumento sazonal da oferta nos EUA; as condições das lavouras permaneceram estáveis na semana, reduzindo parte das preocupações com perdas adicionais de produtividade; possível realização de lucros após forte valorização.

● Fatores de suporte: a alta do petróleo no mercado internacional; os embarques foram positivos, com inspeções de exportação de 1.496 mil t na semana encerrada em 27/08, acima do teto projetado pelo mercado; o clima também preocupa, com uma onda de calor se aproximando do Corn Belt após chuvas isoladas; e a lavoura segue em condição inferior à do ano passado, com 57% classificada como boa/excelente, ante 69% no mesmo período de 2025.

Brasil

● No mercado físico brasileiro, a soja mostrou viés positivo. Nos portos, Santos (SP) e Paranaguá (PR) avançaram 1,2% para a casa dos R$ 165,00/saca. O mercado segue sustentado pela forte valorização dos preços na bolsa de Chicago.

● O milho em Campinas (SP) encerrou ao redor de R$ 71,00/60kg CIF diferido, após desvalorização de 1,4% no dia, mantendo a combinação de oferta restrita pelos produtores x firme interesse comprador. Segundo a DATAGRO Grãos, a colheita do milho de inverno 2025/26 no Centro-Sul do Brasil alcançou 95,6% da área projetada até a última sexta-feira (28), após avançar 3,4 p.p. na semana x 98,4% da temporada passada x 94,3% da média.

[B]³

● Na B3, o primeiro contrato operou valorização de 1,7%, cotado a R$ 72,25/60kg. Enquanto set/27 valorizou 0,8%, cotado em R$ 79,70. Os preços foram influenciados pela valorização da CBOT e do petróleo.

⏱️ ATENÇÃO HOJE

✔️ A demanda internacional segue no radar, com o USDA anunciando nova venda de 136 mil t de soja dos EUA para a China, reforçando o ritmo de compras chinesas para a safra 2026/27.

✔️ As condições das lavouras norte-americanas permanecem em atenção, com apenas 58% das áreas de soja e 57% das áreas de milho avaliadas como boas/excelentes. A proximidade da colheita aumenta a importância das condições climáticas para a definição da produtividade.

✔️ No milho, a demanda externa segue como ponto de atenção, após as inspeções de exportação dos EUA alcançarem 1,496 mi de t na última semana, enquanto a soja registrou apenas 251 mil t.

✔️ A forte valorização do petróleo segue no radar, diante das tensões geopolíticas, favorecendo a competitividade do etanol e dos demais biocombustíveis produzidos a partir de milho e soja.

✔️ Ainda no lado da demanda, sai na sexta, dia 4, o relatório mensal de embarques no Brasil.