Primeira Chamada Grãos 01/09/2026



 

☕ DATAGRO Primeira Chamada – Grãos ☕

1 de Setembro de 2026

— < Análises DATAGRO > —

  SOJA

● A primeira posição da soja na CBOT encerrou a segunda-feira (31) em queda de 0,1%, ou 1,25 ponto, a USc 1.275,25/bushel. A posição maio/27 fechou a sessão a USc 1.314,00/bushel, com avanço de 0,3% no dia. No complexo, o farelo recuou 1,1% e o óleo cedeu 0,1%. Alguma tendência de alta para a abertura nesta terça.

● As cotações foram pressionadas por movimento de realização de lucros, após os fortes ganhos acumulados ao longo de agosto. O desempenho aquém do esperado dos embarques semanais também pesou: o USDA reportou inspeções de exportação de 251 mil t na semana encerrada em 27 de agosto, abaixo da faixa projetada pelo mercado, de 400 a 600 mil t.

● Fatores de pressão: os fortes ganhos das últimas semanas ainda deixam espaço para realização de lucros; as inspeções de exportação somaram apenas 251 mil t na semana encerrada em 27/08, aquém da faixa de 400 a 600 mil t esperada pelo mercado; a lavoura segue avançando no ciclo e se aproxima da colheita nos EUA, o que deve aumentar a oferta do grão nas próximas semanas.

● Fatores de suporte: a demanda internacional segue aquecida, com China e destinos não identificados mantendo o ritmo de compras nas últimas semanas; a deterioração das lavouras dos EUA segue no radar, com apenas 58% em condições boas/excelentes, ante 65% no mesmo período do ano passado; e sinalizações de que o governo americano pretende compensar eventuais isenções às pequenas refinarias com cerca de 500 mi de galões adicionais em cotas de biocombustíveis para 2027 ajudam a sustentar as expectativas de demanda.

 MILHO

● O contrato de primeira posição do milho na CBOT encerrou a segunda-feira (31) em alta de 0,6%, ou 3,00 pontos, a USc 515,00/bushel. Leve viés de baixa para a abertura no pregão de hoje.

● Após iniciarem o dia em baixa, com o mercado realizando lucros, os preços ganharam força ao longo da sessão, sustentados pela demanda internacional aquecida. O USDA reportou inspeções de exportação de 1,496 mi de t na semana encerrada em 27 de agosto, volume 13,1% superior ao da semana anterior e 6,1% acima do mesmo período do ano passado, superando o teto das projeções do mercado, que iam de 1,150 a 1,250 mi de t.

● Fatores de pressão: giros de realização de lucros após os ganhos recentes seguem no radar; a lavoura avança no ciclo e se aproxima da colheita nos EUA, o que deve ampliar a disponibilidade do cereal nas próximas semanas; desvalorização do dólar frente as principais moedas globais.

● Fatores de suporte: a alta do petróleo no mercado internacional melhora a competitividade do etanol frente à gasolina; os embarques foram positivos, com inspeções de exportação de 1.496 mil t na semana encerrada em 27/08, acima do teto projetado pelo mercado; o clima também preocupa, com uma onda de calor se aproximando do Corn Belt após chuvas isoladas; e a lavoura segue em condição inferior à do ano passado, com 57% classificada como boa/excelente, ante 69% no mesmo período de 2025.

Brasil

● No mercado físico brasileiro, a soja mostrou misto. Nos portos, Santos (SP) e Paranaguá ficaram relativamente estáveis ao preço de R$ 164,00/saca. O mercado segue sendo sustentado pela forte valorização das cotações na na semana anterior CBOT.

● No mercado físico brasileiro, a saca de milho em Campinas (SP) encerrou ao redor de R$ 72,00/60kg CIF diferido, após uma estabilidade no dia, mantendo a combinação de oferta restrita pelos produtores x firme interesse comprador. O mercado monitora o andamento da colheita da safrinha de milho 2025/26 no Centro-Sul do país.

[B]³

● Na B3, o primeiro contrato operou desvalorização de 0,4%, cotado a R$ 71,06/60kg. Enquanto set/27 valorizou 0,8%, cotado em R$ 79,05. Os preços desvalorizaram ao mesmo passo do dólar.

⏱️ ATENÇÃO HOJE

✔️ O mercado segue de olho nas condições das lavouras dos EUA, atualizadas pelo USDA nesta segunda: na soja caiu de 60 para 58%, e no milho se manteve em 57% em boas/excelentes condições, mantendo as preocupações com o potencial produtivo.

✔️ A demanda chinesa por soja dos EUA segue como o principal fator de sustentação para os preços, mesmo com o enfraquecimento recente das inspeções de exportação; a continuidade das compras é o que pode compensar o avanço da colheita norte-americana e a pressão vendedora típica do período.

✔️ O clima no Corn Belt permanece no radar, com avanço do calor sobre partes do Meio-Oeste e das Planícies e distribuição irregular das chuvas. As condições ganham importância na reta final de enchimento de grãos e início da maturação das lavouras.

✔️ A política de biocombustíveis dos EUA continua no centro das atenções, com o mercado monitorando eventuais medidas do governo para compensar as isenções concedidas a pequenas refinarias e seus efeitos sobre a demanda por etanol de milho e óleo de soja para biodiesel.

✔️ O relatório de embarques semanais nos EUA foi considerado neutro para a soja, mas positivo para o milho.

✔️ Ainda no lado da demanda, sai na sexta, dia 4, o relatório mensal de embarques no Brasil.