Às 10h05 (horário de Brasília) desta segunda-feira (23), o contrato de maio do milho negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) registrava moderada baixa de 3,75 pontos e 0,81%, cotado a US$ cents 461,75/bushel; o de julho recuava 3,50 pontos e 0,74%, a US$ cents 472,50/bushel.
Na sexta-feira (20), o vencimento de maio caiu 0,90%, a US$ cents 465,50/bushel, fechando a semana com perda acumulada de 0,37%. O de julho cedeu 0,83%, a US$ cents 476,00/bushel, com desvalorização semanal de 0,47%.
Nesta manhã, os preços do cereal eram pressionados pela queda de mais de 8% do petróleo no mercado internacional, fator que reduz a competitividade do etanol norte-americano produzido à base de milho. Mais cedo, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, informou que irá suspender por cinco dias os bombardeios aéreos contra usinas de energia no Irã, após dois dias de “conversas muito boas e produtivas” para encerrar o conflito no Oriente Médio.
Daqui a pouco, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) divulgará o relatório semanal de embarques, importante indicador sobre a demanda externa pelo milho norte-americano. Há pouco, o órgão relatou uma venda individual de 102 mil toneladas do cereal para o México, com entrega programada para o ano comercial 2025/26.
Com a próxima safra dos EUA ainda distante, o mercado segue com as atenções voltadas para o Brasil e Argentina, importantes players no mercado mundial de milho.
A atualização mais recente da Bolsa de Cereais de Buenos Aires mantém a projeção de que os produtores argentinos colherão um recorde de 57 milhões de toneladas de milho na safra 2025/26. Por lá, a colheita alcançou 13% da área cultivada, com os trabalhos concentrados principalmente no Núcleo Norte, onde a produtividade é satisfatória.
No Brasil, a semeadura da safra de inverno se encontra virtualmente encerrada, enquanto a colheita do milho de verão segue atrasada em relação aos últimos anos. A expectativa se concentra agora sobre as chuvas de abril, que deverão definir o real tamanho da segunda safra brasileira, que responde por mais de 80% da oferta de milho do país.