Às 9h45 (horário de Brasília) desta quarta-feira (6), o contrato de julho do milho negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) apresentava forte baixa de 7,25 pontos e 1,51%, cotado a US$ cents 472,75/bushel; o de setembro caía 7,00 pontos e 1,44%, a US$ cents 478,50/bushel.
Ontem (5), o contrato de julho cedeu 1,18%, a US$ cents 480,00/bushel, e o de setembro recuou 1,02%, a US$ cents 485,50/bushel.
Nesta manhã, os preços do cereal eram pressionados pela queda de mais de 7% do petróleo no mercado internacional, fator que reduz a competitividade do etanol norte-americano à base de milho.
Mais tarde, a Administração de Informação de Energia (EIA) divulgará seus dados semanais de produção e estoques de etanol nos Estados Unidos, um importante indicador da demanda interna por milho.
Também pesava sobre os preços do grão o bom ritmo de plantio da safra 2026/27 do país norte-americano. Levantamento realizado até domingo (3) pelo Departamento de Agricultura (USDA) indica que a semeadura da nova safra de milho chegou a 38% da área estimada (38,58 milhões de hectares), após avançar 13 pontos percentuais em uma semana.
Esse desempenho se apresenta em linha com o observado no ciclo anterior, mas à frente da média plurianual (34%). Ademais, 13% da área já atingiu a fase de emergência, ante 10% na temporada anterior e 9% na média dos últimos cinco anos.
Em seu boletim climático diário, o USDA informou que as condições frias seguem as chuvas recentes no Corn Belt.
“Avisos de geada e de temperaturas abaixo de zero estão em vigor no início de hoje em partes do norte do Cinturão do Milho, estendendo-se até o norte de Iowa. Embora 13% tanto do milho quanto da soja dos Estados Unidos já tivessem emergido até 3 de maio, a maior parte da germinação ocorreu na porção sul do Cinturão”, diz o USDA.
O desenvolvimento final da safra de inverno no Centro-Sul do Brasil e o progresso da colheita na Argentina seguem no radar.