O contrato de novembro/26 da soja negociado na Bolsa de Chicago (CBOT) encerrou esta quinta-feira (1º) em moderada baixa de 9,00 pontos e 0,70%, cotado a US$ cents 1.284,00/bushel; o de janeiro/27 caiu 8,50 pontos e 0,65%, a US$ cents 1.300,75/bushel.

Pressão pela desvalorização dos derivados: farelo e óleo caíram % e %, respectivamente.

Além disso, o mercado de soja ainda repercutiu a atualização do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) que os estoques norte-americanos da oleaginosa somavam 8,576 milhões de toneladas na posição 1º de setembro, ante 28,833 milhões de toneladas em 1º de junho e 8,839 milhões de toneladas no confronto anual.

O USDA também publicou mais cedo que as vendas líquidas de soja para exportação no ano comercial 2026/27 somaram 1,033 milhão de toneladas na semana encerrada em 24 de setembro, volume quase duas vezes superior ao registrado na semana anterior.

O progresso da colheita da safra 2026/27 no Corn Belt segue sendo acompanhado de perto, bem como o início da nova temporada no Brasil, maior produtor e exportador global de soja.

Milho

O contrato de dezembro/26 do milho avançou 1,50 ponto e 0,30% em Chicago, cotado a US$ cents 502,25/bushel. O vencimento de março/27 subiu 1,25 ponto e 0,24%, a US$ cents 516,75/bushel, com desvalorização mensal de 6,65%.

Após caírem mais de 4% na véspera, os futuros do cereal ganharam fôlego neste pregão, com o mercado ajustando posições. Também deu apoio a alta de 3% do petróleo no mercado internacional, fator que aumenta a competitividade do etanol  norte-americano produzido à base de milho.

Ontem os preços despencaram após o USDA informar que os estoques de milho dos EUA na posição 1º de setembro somavam 53,216 milhões de toneladas, contra 134,404 milhões de toneladas em 1º de junho e 39,404 milhões de toneladas na mesma data de 2025.

Hoje, o USDA publicou que as vendas líquidas de milho para exportação no ano comercial 2026/27 somaram 536 mil toneladas na semana encerrada em 24 de setembro, volume inferior às 838 mil toneladas registradas na semana anterior.

No radar, as condições climáticas para o Corn Belt, que vêm ditando o ritmo de colheita da safra 2026/27.

Trigo

O contrato de dezembro do trigo negociado na CBOT anotou forte alta de 7,00 pontos e 1,04%, negociado a US$ cents 682,75/bushel. Na Bolsa de Kansas (KCBT), o vencimento de mesmo mês avançou 4,50 pontos e 0,61%, a US$ cents 737,50/bushel.

O mercado de trigo segue com as atenções concentradas sobre o plantio da safra de inverno nas Planícies dos Estados Unidos e os desdobramentos do conflito no Leste Europeu, que estão impactando diretamente as exportações de cereais da Rússia e da Ucrânia.

O USDA publicou ontem que o volume armazenado de trigo no país somava 50,232 milhões de toneladas na referida data, sobre 25,041 milhões de toneladas do relatório anterior e 58,078 milhões de toneladas no ano passado.

A Comissão Europeia, por sua vez, manteve sua estimativa para a produção de trigo mole na União Europeia em 2026/27 em 124,2 milhões de toneladas e sua projeção de exportação em 29,0 milhões de toneladas.

Hoje, o USDA publicou que as vendas líquidas de trigo para exportação no ano comercial 2026/27 somaram 289 mil toneladas na semana encerrada em 24 de setembro, volume levemente superior às 267 mil toneladas registradas na semana anterior.