Às 10h05 (horário de Brasília) desta segunda-feira (24), o contrato de setembro da soja negociado na Bolsa de Chicago (CBOTregistrava moderada baixa de 6,50 pontos e 0,53%, cotado a US$ cents 1.218,50/bushel. O vencimento de novembro recuava 8,25 pontos e 0,67%, a US$ cents 1.231,25/bushel.

Em relação aos derivados, o óleo despencava 3,49%, enquanto que farelo subia 0,76%.

Milho

O contrato de setembro do milho negociado na CBOT se valorizava 11,75 pontos e 2,43%, cotado a US$ cents 495,50/bushel. O vencimento de dezembro avançava 12,00 pontos e 2,36%, a US$ cents 520,50/bushel.

Trigo

O vencimento de setembro do trigo negociado em Chicago ganhava 9,25 pontos e 1,36%, cotado a US$ cents 690,75/bushel. Na Bolsa de Kansas (KCBT), o contrato de mesmo mês subia 6,75 pontos e 0,89%, a US$ cents 763,00/bushel.

 

Fundamentos de mercado

Nesta manhã, a soja era pressionada pela forte desvalorização do óleo, em meio à queda das cotações do petróleo no mercado internacional. O movimento reduz a competitividade dos biocombustíveis e pesa sobre o derivado da oleaginosa.

No milho, os investidores ampliavam as posições compradas após as avaliações realizadas nas principais regiões produtoras dos Estados Unidos na semana passada indicarem condições das lavouras abaixo do esperado.

Na sexta-feira (21), a Pro Farmer projetou que a produção norte-americana de milho em 2026 ficará bem abaixo das estimativas oficiais, após a expedição por sete dos principais estados produtores identificar potencial produtivo inferior ao esperado, em meio aos impactos das condições climáticas adversas durante o verão.

Na França, as avaliações das lavouras de milho se estabilizaram após atingirem os menores níveis já registrados para o período, em meio a um verão excepcionalmente quente e seco, segundo dados da FranceAgriMer.

No trigo, os contratos encontravam suporte na intensificação do conflito entre Rússia e Ucrânia no Mar Negro, que vem prejudicando as exportações do cereal e de outros produtos agrícolas pela região.

Quanto ao clima no Corn Belt, o boletim diário do Departamento de Agricultura dos EUA (USDA) apontou temperaturas próximas das ideais para o enchimento de grãos e a maturação das culturas de verão, embora as condições de umidade do solo apresentem forte variação entre as áreas produtoras.

Pancadas de chuva e tempestades atingem partes do norte do Meio-Oeste, trazendo algum alívio às lavouras de milho e soja afetadas pela seca.

Já nas Grandes Planícies, o calor mais intenso está concentrado no Texas e em partes de Oklahoma. Já nas porções norte e central da região, chuvas e tempestades isoladas atrasam a colheita de cereais, mas beneficiam pastagens e culturas de verão ainda em desenvolvimento.

No radar, o USDA divulga ainda hoje os dados semanais de embarques agrícolas, além da atualização sobre os estágios de desenvolvimento e as condições das lavouras norte-americanas.