Os preços do açúcar na Índia, maior consumidor mundial do produto, subiram mais de 40% nos últimos dois meses e atingiram um recorde histórico.

Apesar da disparada, o presidente da Associação Indiana de Usinas de Açúcar, Niraj Shirgaokar, afirmou à Reuters que o país possui estoques suficientes para atender à demanda durante a temporada de festivais e que a alta é resultado de compras especulativas, e não de uma escassez efetiva.

A demanda indiana por açúcar costuma aumentar entre agosto e novembro, período que concentra festividades como Ganesh Chaturthi, Dussehra e Diwali, quando cresce o consumo de doces e confeitos.

Para conter a valorização, o governo de Nova Délhi autorizou a importação, pela primeira vez em quase uma década, de 1 milhão de toneladas de açúcar bruto com isenção de impostos.

Segundo Shirgaokar, a Índia produziu 27,9 milhões de toneladas de açúcar no ano comercial 2025/26, que se encerrará oficialmente em 30 de setembro, abaixo do consumo anual, estimado entre 28 milhões e 28,5 milhões de toneladas. Apesar de ficar bem abaixo das projeções iniciais, a produção superou as 26,1 milhões de toneladas registradas no ciclo anterior.

As usinas também direcionaram cerca de 3 milhões de toneladas de açúcar para a produção de etanol e exportaram aproximadamente 800 mil toneladas neste ano, de um limite autorizado de 2 milhões de toneladas.

A expectativa é de que o país entre no novo ano comercial com estoques iniciais de aproximadamente 3,5 milhões de toneladas, abaixo das 5 milhões de toneladas registrados no período anterior.