Os preços do setor suinícola nacional estiveram enfraquecidos ao longo de março, aponta acompanhamento do Cepa/Esalq-USP. Esse cenário esteve atrelado sobretudo à baixa demanda, intensificada pelo período da Quaresma. Além disso, especulações quanto ao atual cenário geopolítico também influenciaram o mercado nacional no mês, à medida que limitaram a liquidez– as oscilações do dólar e a forte valorização do petróleo geraram incertezas e afastaram parte dos agentes da comercialização.

:: Preços e exportações

Em março, os embarques brasileiros de carne suína atingiram recorde da série histórica da Secex (Secretaria de Comércio Exterior). O Brasil exportou 152,2 mil toneladas da proteína, volume 25,9% maior que o registrado em fevereiro/26 e 32,7% acima do verificado em março/25. O volume ficou 1,4% superior ao até então recorde, que havia sido observado em setembro/25.

:: Relação de troca e insumos

A baixa liquidez no mercado de suíno vivo e o aumento nos preços do milho em março resultaram em diminuição no poder de compra do suinocultor paulista frente ao cereal. Trata-se da sexta queda mensal consecutiva. Em contrapartida, a relação de troca melhorou em relação ao farelo de soja, reflexo da desvalorização do derivado no mesmo período.

:: Carnes concorrentes

Os preços da carne suína seguiram em queda em março, enquanto os da bovina aumentaram, cenário que levou a competitividade da carcaça suína frente à proteína de boi ao maior patamar desde abril de 2022, em termos reais (IPCA fevereiro/26).