A semeadura do trigo avançou de forma gradual nas regiões produtoras do Rio Grande do Sul, acompanhando o Zoneamento Agrícola de Risco Climático (Zarc) e condicionada às condições de umidade do solo e trafegabilidade das áreas. De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na quarta-feira (3), as lavouras implantadas no início do período recomendado apresentam emergência e estabelecimento inicial satisfatórios, com estandes e desenvolvimento vegetativo adequados.
As operações de preparo das áreas destinadas ao plantio do cereal tiveram prosseguimento, mas as projeções indicam redução expressiva da área cultivada em relação à safra anterior, como reflexo da combinação de custos elevados de produção, das restrições de crédito e seguro rural, além do aumento da percepção de risco climático para o ciclo de inverno. Em diversas regiões, observa-se menor utilização de sementes fiscalizadas e maior participação de recursos próprios no financiamento da atividade.
A estimativa de área a ser cultivada na Safra 2026 está em levantamento pela Emater/RS-Ascar. Na safra anterior, o Rio Grande do Sul cultivou 1.166.163 hectares de trigo, com produtividade média de 2.968 kg/ha e produção total de 3.458.083 toneladas, conforme dados do IBGE.