Até o penúltimo mês de operação do Plano Safra 2025/2026 – compreendendo o período de julho de 2025 a maio de 2026 – foram contratados R$ 312,16 bilhões, valor 9,9% inferior ao registrado no mesmo período da safra passada (R$ 346,38 bilhões). Isso corresponde a apenas 52% do volume captado em relação ao volume disponibilizado pelo atual Plano Safra, ou seja, R$ 594,4 bilhões, de acordo com levantamento feito pela Gerência de Desenvolvimento Técnico do Sistema Ocepar (Getec), em parceria com a Fator Agro, com base em informações do Banco Central do Brasil.

A evolução do crédito rural nos últimos anos revela uma tendência de redução no volume contratado, reflexo, em grande parte, do aumento das taxas de juros em decorrência da elevação da taxa Selic. No Plano Safra 2023/24, o montante contratado foi de R$ 415,46 bilhões, enquanto no ciclo seguinte (2024/25) totalizou R$ 377,99 bilhões.

Fontes de recursos

No acumulado dos dez primeiros meses de vigência do Plano Safra 2025/26, os recursos aplicados no crédito rural têm origem em diversas fontes, sendo a principal os Recursos Livres, que respondem por 41% do total. Na sequência, destacam-se os Recursos Obrigatórios (23%), LCA (13%), Fundos Constitucionais (10%), Poupança Rural (9%), BNDES (7%) e Outras Fontes (2%).

Cooperativas

As cooperativas brasileiras contrataram, neste período da safra 2025/26, cerca de R$ 42,45 bilhões em financiamentos rurais. Desse total captado, as cooperativas paranaenses respondem por, aproximadamente, 37% (R$ 15,65 bilhões), reforçando a relevância do Paraná no cenário nacional do crédito rural.